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Especial PLC: fibra ótica garante qualidade do sinal

Três bairros de classe média alta em São Paulo estão tendo uma experiência inédita no Brasil: acessar dados digitais pela rede elétrica. No total, cerca de 300 prédios em Cerqueira César, Moema e Pinheiros são potenciais clientes do serviço PLC (sigla para internet pela rede elétrica) oferecido pela Intelig Telecom/TIM, em parceria com a AES Eletropaulo Telecom. “Não podemos relevar números”, adianta Alexandre Torres, diretor-comercial da Intelig. “Mas nossos resultados estão acima de nossas metas”.

O universo de experimento comercial e tecnológico inclui uma população de 18 mil potenciais clientes, segundo a AES. A meta da operadora Intelig é conquistar pelo menos 70% deste público. Se a operação for bem-sucedida, haverá cerca de 10,5 mil clientes conectados pela rede elétrica.

O serviço oferecido, nesse caso, não sofre os impedimentos das regras fixadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A tecnologia, batizada de BPL (broadband over powerline indoor) leva o sinal digital não por meio da rede elétrica externa. Ele chega até os medidores da residência do usuário por meio de uma fibra ótica. Depois disto, é possível acessar o sinal por meio de qualquer tomada interna. A fibra garante, desta forma, a qualidade do sinal digital, sem as interferências do modelo outdoor, em que a própria rede elétrica externa é usada para o tráfego dos bits.

A modulação do sinal é feita numa frequência bem mais alta do que os 60 MHz. Como tática de venda, é oferecido um pacote “combo” que inclui também serviço de telefonia. A velocidade de acesso é oferecida nos planos de 5, 10 e 15 Mbps. A segunda opção faz parte de uma promoção (R$ 74,90), até março do ano que vem.

Para evitar possíveis transtornos para o cliente, a AES Eletropaulo Telecom testou a tecnologia BLC 300 durante dois anos, em ambiente real – conhecido como Demohouse. Também lidou com beta testers no mercado. Segundo a empresa, as eventuais dificuldades foram mitigadas ao longo do processo de desenvolvimento da própria tecnologia.

“A questão da interferência, por exemplo, foi resolvida com o desenvolvimento de um filtro de alto desempenho, que gera estabilidade na rede elétrica, garantindo a qualidade do sinal de internet”, explica Emerson Hioki, diretor de operações das empresas de telecomunicações do Grupo AES.

Por ser uma região limitada, a tática de venda é praticamente de porta a porta. “Nosso telemarketing agenda uma entrevista com o síndico e vamos ao local mostrar o serviço”, diz Torres, da Intelig. “Cerca de 80% das pessoas para quem oferecemos contratam o produto.” 

Leia mais:

Durante maio, o IT Web discute as questões relacionadas ao desafio da implementação da internet pela rede de energia elétrica. Acompanhe.

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