Hoje, acha-se perfeitamente normal entrar em um site de comércio eletrônico, fazer o pedido, pagar por meio de cartão de crédito e receber o produto em casa, pelos Correios. Neste ano, o e-commerce deve crescer em torno de 30%, segundo pesquisa especializada da e-Bit. O estudo aponta para um faturamento do setor em torno de R$ 13,6 bilhões.
O hábito de comprar online, por tão natural que pareça ser, exigiu uma verdadeira evangelização do consumidor. Dez anos atrás, muitas pessoas temiam fazer compras pela internet por considerar esse tipo de operação insegura. Ao mesmo tempo, entregam com tranquilidade seus cartões de crédito para o garçom ao pagar a conta do restaurante, com o risco de serem clonados.
O e-commerce foi uma das novidades trazidas pela web, que mudou definitivamente a maneira de comprar. Se não tivesse “pegado” teria sido mais uma “onda”, como gostam de chamar os críticos sobre os processos que não deram certo.
O empresário Paulo Humberg sabe exatamente o que isso significa. Quando começou a vender itens por catálogo, por meio da inauguração do ShopTime, em 1994, começou a lidar com a chamada “compra virtual”. “Naquele tempo, não tínhamos internet”, lembra. “Toda a divulgação era feira pela TV.”
Foi preciso respirar fundo e encarar as precariedades de infraestrutura. A entrega pelos Correios mostrava-se temerária. “Cerca de 20% dos pedidos simplesmente eram perdidos ou extraviados”, revela Humberg. Não havia rastreamento da carga e o envio da mercadoria era uma espécie de “risco calculado”.
Mais tarde, em 1999, quando fundou o site de e-commerce Lokau, a experiência da TV serviu, mas não se tinha certeza que proporção as vendas eletrônicas iam tomar na vida do brasileiro. Para que o comércio eletrônico deixasse de ser simplesmente uma onda e se tornasse uma realidade, foi preciso muito mais.
Para muitos analistas, o comércio eletrônico no Brasil está estabelecido e forte. “Mas a fase de ouro ainda não aconteceu”, avalia Flávio Jansen, ex-diretor do Submarino e atual membro do conselho consultivo do clube de compras BrandClub. “Ela deve acontecer por volta do ano de 2014”, prevê.
Para o futuro
Assim com o comércio eletrônico, a internet introduziu tecnologias que definiram mercados e promoveram a criação de outros nichos de negócios. Seu impacto foi determinante na própria área de TI. Assim como o e-commerce, conceitos como computação em nuvem, software como serviço, geolocalização e searching marketing, nasceram com a internet e ganharam vida independente.
Os próximos anos também prometem mudanças significativas. Veja algumas ondas que podem acontecer nos próximo, segundo a consultoria Gartner Group.
Leia mais – especial IT Web 10 anos:
Há dez anos, nascia o portal de notícias de tecnologia e telecomunicações IT Web. Para comemorar a data, diversas reportagens serão publicadas ao longo do mês de abril com objetivo de, mais que fazer uma retrospectiva, analisar as mudanças pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências que podem trilhar a próxima década da internet. Acompanhe o especial!
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