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Especial Android: crescimento do market share beira os 900%

Com um ano de lançamento, o Android continua a gerar expectativas. Desde o G1 – primeiro celular a trazer a novidade, em setembro de 2008 -, este mercado que envolve sistemas móveis nunca foi tão noticiado. A tecnologia, criada pelo Google e repassada para a Open Handset Alliance, concorre diretamente com Symbian, PalmOS, iPhone, Blackberry e com recém-lançado Windows Phone. 

No meio das expectativas, estão os verdadeiros desafios do Android. Uma das certezas é que o jovem sistema tem chances de brigar de igual para igual com seus concorrentes lançados há mais anos no mercado. A consultoria Strategy Group espera que, em 2009, o crescimento do market share desta plataforma beire os 900%. Tudo graças ao custo de licenciamento relativamente baixo, modelo baseado em estrutura código aberto e integração fácil com aplicativos de internet que tem a cara do Google.

Esta é a segunda de uma série de reportagens que o IT Web publica sobre o  Android

Os números frios do crescimento do mercado escondem uma tendência maior e que faz o Android ser tão festejado. As operadoras de telecomunicações têm falhado ao fornecer uma experiência de uso aos usuários que incorpore todas as possibilidades da mobilidade conectada à web. E isto é algo que vem desde as promessas infladas do WAP.

O Android tem encorajado fabricantes e operadoras de telecomunicações a se preocuparem mais com esta questão. “O Android torna verdadeiramente o celular uma plataforma de internet como a conhecemos hoje em nossos computadores”, explica o gerente de aparelhos e criação de serviços da TIM, Rafael Marquez. A empresa já está vendendo aparelhos com o novo sistema Google e anunciou, em 6 de outubro, que também trabalhará com o Windows Phone (o nome comercial da versão 6.5 do Windows Mobile). Por enquanto, o foco é o cliente final que gosta de novidades. “Este público impulsiona o mercado enquanto a oferta de aplicativos ganha amadurecimento”, explica o executivo.

A novidade tem conquistado mesmo os consumidores, tanto que a AdMob, empresa especializada no mercado de celulares, aponta que o HTC Magic com Android já consta da lista dos dez aparelhos mais procurados nos Estados Unidos e Europa, ganhando mercado principalmente em cima do N97 da Nokia. A plataforma criada pelo Google cresceu de 2% para 7% de participação, entre fevereiro e agosto, no mercado mundial (que envolve usuários domésticos e corporativos). Junto com o iPhone, foi a única tecnologia a ganhar participação. Confira os números aqui.

O principal executivo da divisão Android do Google já anunciou que a intenção é alcançar o usuário corporativo, principalmente, a força de vendas e funcionários que trabalham longe dos escritórios. Mas não há qualquer movimento nesta direção atualmente. O foco momentâneo é mesmo os consumidores que gostam de redes sociais, jogos e aplicativos de internet. Somente as futuras versões do Android trarão estrutura para facilidades do mundo corporativo.

Palm, Blackberry e Symbian já superaram essa barreira. Todos são usados por diversas companhias em sistemas que controlam pedidos, estoque e logística. O Windows Mobile também sai na frente neste aspecto, já que desde os primórdios desta plataforma, o público empresarial faz parte da estratégia. Por fora, corre o iPhone, que, embora não tenha sido criado com este fim, é usado por cada vez mais executivos que estão pressionando os departamentos de TI para permitir uma integração do aparelho com mais coisas além dos e-mails corporativos.

Por mais carrancuda que essa realidade corporativa possa parecer, ela é também uma experiência de Internet e um desafio para o Android. O sistema precisa mostrar que é tão maleável quanto seus concorrentes na integração com ERPs e sistemas de empresa. As chances são muito boas, já que é uma plataforma aberta, tem ganhado a simpatia de desenvolvedores e conta com uma série de aparelhos interessantes a serem lançados nos próximos meses.

 Outro ponto a favor do Android é que ele pôs novamente o ecossistema mobile em foco. A cadeia de inovação, sustentada pela concorrência sobre o sistema operacional, voltou a ganhar incentivos. A Strategy acredita que entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões sejam gastos por fabricantes em pesquisa e desenvolvimento com sistemas operacionais de celulares anualmente. Só o Google destinou US$ 10 milhões aos desenvolvedores Android. Assim, fortaleceu esta relação e posicionou o foco na experiência de uso dos clientes finais e não nos aparelhos ou marcas das operadoras. É um mundo novo para o mercado de telecom, que ainda precisa recuperar as promessas perdidas de Internet no celular.

Leia mais:

Esta é a segunda de uma série de reportagens que o IT Web publica durante o mês de outubro sobre as novas mudanças que podem ser causadas com a popularização dos aparelhos com Android. Você irá conhecer o que empresas, especialistas e desenvolvedores pensam sobre as possibilidades da nova plataforma. Acompanhe.

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