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Escola de programação só cobra mensalidade após aluno conseguir emprego

Em pouco mais de três meses, a escola de programação Kenzie Academy registrou um salto de 250% na procura de novos alunos no Brasil. Desde janeiro no País, a startup norte-americana oferece um modelo de pagamento atrativo para aqueles que buscam ingressar no setor de tecnologia. O chamado Income Share Agreement (ISA), proposto pela Kenzie, permite ao aluno o pagamento do curso após a conclusão dos estudos e apenas se o mesmo conseguir recolocação profissional, com remuneração acima de R$ 3 mil. A proposta é formar desenvolvedores web full-stack preparados para o mercado de trabalho.

Fundada em 2017, a startup, com sede em Indianapólis (EUA) tem chamado a atenção também dos investidores. Recentemente, captou um fundo no valor de US$ 100 milhões. No Brasil, possui escritório em Curitiba (PR).

Apesar da crise provocada pela pandemia, o setor de tecnologia se mantém aquecido e a demanda por profissionais em TI ainda não mostra sinais de desaceleração. A quantidade de mão de obra qualificada disponível para esse setor ainda é muito baixa. Um estudo da McKinsey & Company diz que, no Brasil, 35% dos cursos de tecnologia estão abaixo dos níveis mínimos de qualidade esperados pelo mercado.

De acordo com pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o gap no setor de tecnologia deve aumentar ainda mais e, enquanto o mercado brasileiro exigirá a formação de cerca de 70 mil profissionais de tecnologia por ano nos próximos quatro anos, o Brasil formará apenas 46 mil.

“Trouxemos toda a experiência adquirida no mercado americano, com o objetivo de fomentar essa área, garantindo que nossos alunos tenham a expertise para atuarem como desenvolvedor full-stack após 12 meses de curso”, explica Daniel Kriger, CEO da Kenzie Academy no Brasil.

A escola oferece ainda apoio para colocação do novo profissional no mercado de trabalho, por meio de mentoria de carreira e parcerias que aceleram sua contratação. A metodologia de ensino proprietária busca identificar potencial e aptidões dos candidatos. A escola também está oferecendo aulas ao vivo para todo o Brasil, em um curso de 2.000 horas baseado em múltiplas tecnologias e ferramentas, garantindo um aprendizado em profundidade e na prática. Até o final de 2020, a expectativa é formar cerca de 500 profissionais.

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