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Escassez de competências profissionais ainda é realidade no Brasil, aponta pesquisa

O Índice de Competitividade Global de Talentos (GTCI), realizado pela Escola de Negócios para o Mundo em parceria com o Grupo Adecco e o Instituto de Liderança do Capital Humano de Cingapura (HCLI), constatou que a mobilidade é vital para preencher lacunas de formação – grande número de pessoas empreendedoras e inovadoras nasceu ou estudou no exterior. Não é surpreendente, portanto, que países do topo do ranking do Índice têm-se posicionado como destinos desejáveis para trabalhadores altamente qualificados.

Os três países com melhor posição em relação à competitividade de talentos são: Suíça, seguido por Cingapura e Luxemburgo, respectivamente, mantendo a mesma classificação de 2014.

Contudo, o estudo indicou que a escassez de competências profissionais continua prejudicando países emergentes: a carência por profissionais competentes ainda é uma realidade em lugares como China, Índia, África do Sul e particularmente no Brasil, onde as qualificações dos talentos mostram sinais de enfraquecimento em todas as frentes. Isso também tem acontecido em países desenvolvidos como Irlanda, Bélgica e Espanha.

No ranking, o Brasil apresentou queda significativa em sua posição, já que, em 2014, estava na 49° lugar e, neste ano, ficou na 67ª posição, entre 109 países.

Países classificados no top dez demonstram claramente a abertura em termos de mobilidade de talentos – perto de 25% das populações da Suíça e Luxemburgo são originais de países estrangeiros; a proporção é ainda maior em Cingapura, 43%. A proporção também é significativa em países como Estados Unidos (4), Canadá (9), Nova Zelândia (11), Áustria (15) e na Irlanda (16). 

Bruno Lanvin, diretor-executivo de Índices Globais do INSEAD e coeditor do relatório, recomenda que os países sejam mais eficientes na gestão de novas dinâmicas emergentes, a chamada ‘circulação de cérebro’. Como exemplo, ele citou Taiwan, que está construindo sua indústria de eletrônicos com proporções mundiais por meio de repatriados do Vale do Silício.

Lanvin alerta, no entanto, que “novas tecnologias podem criar desafios para os trabalhadores em diferentes níveis de habilidades: empregos de baixa complexidade estão sendo substituídos pela automação; empregos de média complexidade podem ser supridos por algoritmos”.

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