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Ericsson e CPqD oferecem kit para desenvolvimento em OpenFlow

A multinacional Ericsson e o centro de pesquisas brasileiros CPqD anunciaram nesta semana um projeto para trazer à comunidade brasileira de desenvolvedores o conceito de rede definida por software (ou SDN, do inglês Software Defined Networking). O kit de desenvolvimento utiliza como base o protocolo OpenFlow criado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e está disponível na versão 1.2 do padrão.

O OpenFlow, desenvolvido na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, é o protocolo ou padrão aberto que torna os elementos da rede (como o roteador ou ponto de acesso sem fio) programáveis remotamente. O OpenFlow separa os planos de controle e de encaminhamento, permitindo, por exemplo, a implementação e testes de protocolos experimentais de uma forma muito mais simples.

Iniciado em fevereiro deste ano, o projeto do protocolo OpenFlow 1.2 está sendo desenvolvido por meio de uma parceria entre a área de pesquisas da Ericsson e o CPqD, utilizando os incentivos da Lei de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O projeto tem duração prevista de um ano e meio.

Christian Esteve Rothenberg, pesquisador doutor da Diretoria de Redes Convergentes do CPqD e coordenador do projeto, o processo está dividido em etapas, sendo que nesta primeira, finalizada agora, estão sendo entregues o protótipo de comutador (software switch) OpenFlow 1.2 e outros componentes de software, como o primeiro controlador para a versão 1.2 do OpenFlow e um framework de testes atualizado, preparado, por exemplo, para o tráfego de redes IPv6. Na próxima fase serão desenvolvidos componentes de software para a versão 1.3 do OpenFlow.

“Todo o kit está disponível em uma máquina virtual, com os componentes compilados e configurados, tudo pronto para ser baixado de um servidor público. Se preferir, o desenvolvedor pode também baixar cada componente em separado”, diz Rothenberg. 

Sob o conceito de “Inovação Aberta”, funcionários e colaboradores da Ericsson desenvolvem projetos de pesquisa e desenvolvimento com instituições parceiras, como o CPqD, baseados no compartilhamento de conhecimento e colaboração contínuos. Nos últimos cinco anos, a empresa dedicou mais de 2,2 milhões de horas no desenvolvimento de software, atingindo a marca de R$ 260 milhões apenas em exportações de softwares no Brasil.

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