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Engenheiro pivô de briga entre Google e Uber é condenado a 18 meses de prisão

A semana passada marcou o último capítulo de uma novela que durava mais de quatro anos, envolvendo a mudança do engenheiro de carros autônomos Anthony Levandowski da divisão de carros da Google (Waymo) para a Uber. O profissional se declarou culpado das acusações de roubo e foi condenado a 18 meses de prisão (a serem cumpridos após a pandemia) e multa de US$ 756,5 mil. 

A história de Levandowski, de 40 anos, tinha tudo para ser uma das bem-sucedidas. Um dos profissionais mais habilidosos dentro do mercado de condução autônoma, ele foi um dos principais responsáveis por posicionar a Waymo como líder desse setor e tinha acesso facilidade aos fundadores da gigante de buscas. 

Porém, o executivo saiu da empresa para, em 2016, fundar a Otto, que atuava no mercado de direção autônoma, mas com foco em caminhões. Meses depois, a empresa foi vendida a Uber, que passou a contar com a expertise de Levandowski para o aprimoramento da sua unidade de self-driving cars. 

Foi nessa época em que a Waymo moveu uma ação contra a Uber, alegando que a compra da Otto permitiu à empresa acessar dados confidenciais da Waymo que foram levados ilegalmente por  Levandowski quando ele deixou a empresa. 

Acordos e multas

No início de 2018, as duas empresas entraram em acordo sobre o caso, mas então a Google processo diretamente o executivo por roubo de informações confidenciais. E a sentença desse caso foi a que resultou no pagamento de multa e o anúncio da prisão do profissional. 

“Os últimos três anos e meio me forçaram a aceitar o que fiz. Quero dedicar esse tempo a pedir desculpas aos meus colegas do Google por traírem sua confiança e a toda a minha família pelo preço que pagaram e continuarão a pagar por minhas ações”, disse Levandowski em comunicado. 

Além da condenação, Levandowski acabou declarando falência após uma decisão judicial em separado determinar que ele deveria pagar à Waymo o valor de US$ 179 milhões, montante acima do patrimônio declarado por ele. 

*Com informações do The Verge 

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