Não é somente o desenvolvedor Java que deve aprender técnicas de Software Orientado a Serviços (SOA) em um ambiente de evolução de aplicações corporativas. O engenheiro de software, responsável por compreender completamente os passos na criação de um programa, deve aplicar esse conhecimento com o intuito de levar o cenário corporativo a um patamar de integração.
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?O engenheiro de software está preocupado com uma aplicação. Ele tem a visão de árvore, enquanto a de floresta fica com o arquiteto de software?, explicou o coordenador do MBA em Engenharia de Software Orientada a Serviços ? SOA da Fiap, Eduardo Endo. Desta forma, o especialista fica responsável pelo desenho da aplicação ? que na sequência será escrito pelo programador ? e deve levar em consideração a evolução da estratégia corporativa e como aquele software pode agregar no processo.
Em 2008, o então blogueiro do IT Web Marcelo Kawanami explicava que os principais impulsionadores do SOA eram a crescente necessidade de trazer a área de TI mais perto do ?core business? das empresas;- Busca constante por melhor eficiência e flexibilidade dentre os processos corporativos;- Crescente foco em serviços e processos em substituição de atividades isoladas.?A decisão de apertar um botão X e programar em linha ?tal? é do programador. O engenheiro precisa saber o que é um contrato de serviços, governança de serviços, entre outros?, contou.
A evolução pela qual passa este profissional, assim como os demais do departamento de TI, está ligada ao olhar cada vez mais estratégico da TI com a corporação. E é para resolver este gap que os conhecimentos em SOA serve.
?Ele começa a sair um pouco que é olhar só para aplicação e principalmente no hoje para começar a olhar aquilo que é do futuro. Por exemplo: o cliente pede que você faça uma aplicação para uma locadora de vídeos. O engenheiro, além de produzir um software em conformidades legais, precisa avaliar se o cliente pretende permitir uma conexão entre outras locadoras. É preciso avaliar a capacidade de reutilização, para evitar a necessidade de reescrever tudo de novo. Essa é o do SOA?, afirmou.
Desta forma, o profissional, segundo Endo, seria uma avolução do analista de software, com uma ação de maior responsabilidade no projeto. ?O mercado entende hoje que o engenheiro é um analista sênior?, adicionou o coordenador, citando que a hora deste profissional custa entre R$ 50 e R$ 80 ? contra remuneração por hora de R$ 30 a R$ 50 para um analista júnior. Os valores são para a cidade de São Paulo.
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