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Empresas chinesas querem acabar com restrições aos EUA, afirma presidente chinês

Em visita oficial aos Estados Unidos, o presidente chinês, Xi Jinping, tranquilizou líderes de empresas de tecnologia sobre o acesso ao mercado chinês e as questões relacionadas à propriedade intelectual.

Segundo reportagem do jornal The New York Times, Jinping afirmou que empresas chinesas gostariam que os EUA acabassem com as restrições às exportações de produtos de alta tecnologia para a China e reduzissem as barreiras para investimentos chineses no país. Segundo ele, a China continuará crescendo e oferecendo grandes oportunidades para os investidores norte-americanos.

O primeiro a falar com Jinping foi Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, que falou em chinês com ele, o suficiente para tirar um sorriso do líder. Em seguida, ele conversou com Tim Cook, chefe da Apple; Virginia M. Rometty, CEO da IBM; Jeffrey Bezos, CEO Amazon; e John Chambers, CEO da Cisco. Jack Ma, líder da varejista chinesa Alibaba, também estava por lá para participar de um evento sobre internet patrocinado pelos chineses e pela Microsoft.

No encontro, Jinping disse aos executivos que a China defende a cooperação no desenvolvimento da internet em linha com “realidades nacionais” daquele país e destacou que à medida que os laços comerciais dos Estados Unidos e da China se aprofundam é natural encontrar atritos e diferenças.

De acordo com outra publicação, o jornal The Wall Street Journal, o líder chinês também afirmou que o desenvolvimento econômico da China vai criar e sustentar uma demanda rápida para capital de tecnologia e de produtos de outros países.

EUA x China
Empresas de tecnologia norte-americanas têm diferentes níveis de sucesso em penetração no mercado chinês. Os principais serviços de internet do mundo, o Facebook e o Google, são bloqueados por firewall e a presença de Zuckerberg no evento demostra um claro desejo de a empresa superar os obstáculos governamentais.

Já a Microsoft, é onipresente em computadores na China, mas altas taxas de pirataria e pouca aplicação da propriedade intelectual sufocam sua receita no país. A fabricante quer mudar isso e durante o evento do qual participou Jinping anunciou diversos acordos com o país: um deles com o Baidu, maior buscador chinês e outro com o governo de Sichuan, para expandir o uso de seus produtos na China.

Outras empresas passaram a depender mais e mais do aumento do poder aquisitivo dos consumidores chineses para o seu crescimento. A Apple, cujo iPhone é um dispositivo cobiçado e bastante usado do país, tem mais de 25% de market share por lá e de quase US$ 50 bilhões de sua receita no último trimestre veio da China.

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