CEOs do Brasil e do mundo apostam em uma aceleração global da economia em 2022. A percepção otimista de lideranças empresariais foi medida pela 25ª edição da Pesquisa Anual Global com CEOs da PwC, divulgada nesta semana.
No total, 77% dos CEOs no Brasil e no mundo apostam na aceleração do crescimento econômico global. O percentual é recorde entre os líderes globais desde 2012. Na edição anterior da pesquisa, no entanto, 85% dos CEOs brasileiros acreditavam em uma melhora da economia local.
O setor de tecnologia, mídia e telecomunicações figura entre os mais otimistas entre os consultados pela pesquisa. Dos líderes nacionais, 67% daqueles no setor de tecnologia, mídia e telecomunicações dizem estarem confiantes em relação ao aumento de receita no próximo ano. No mundo, 64% dos representantes de tecnologia disseram o mesmo.
O otimismo também aparece nos resultados dos líderes nacionais das indústrias do agronegócio (74%), serviços financeiros (61%) e consumo (68%).
No longo prazo, as expectativas para as receitas são ainda maiores entre os executivos no Brasil. Com a perspectiva de um maior consumo de produtos e serviços para os próximos três anos, a previsão é de aumento de receita para 84% dos CEOs brasileiros de Serviços Financeiros, 83% de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações, de 80% para os executivos do Agronegócio e de 74% do setor de Consumo.
“A aceleração da vacinação e a retomada gradual da vida e dos negócios são as principais razões desse otimismo no Brasil e no mundo, com os executivos seguindo com seus planos de investimentos e contratações de talentos para o desenvolvimento de suas atividades”, afirma Marco Castro, sócio-presidente da PwC Brasil.
Ainda dentro do contexto de ambiente de negócios, a CEO Survey indica que os Estados Unidos, a China e a Argentina serão os principais mercados estratégicos para empresas brasileiras nos próximos 12 meses.
A expectativa de negócios com os Estados Unidos cresceu de 40% em 2021 para 50% em 2022; com a Argentina de 9% para 19%; e com a China houve uma leve estabilidade de 33% para 34% em 2022.
Apesar do panorama positivo, a pesquisa revela que a instabilidade macroeconômica e a desigualdade social preocupam mais no Brasil do que no resto do mundo. Para 6% dos respondentes brasileiros, a economia permanecerá estável. 17% acreditam que a economia global deve retrair. No mundo, 7% apostam na estabilidade econômica e 15% esperam por uma desaceleração na economia.
Globalmente, os riscos cibernéticos e os riscos à saúde são os principais temores dos CEOs (49% e 48%, respectivamente). O impacto em vendas de produtos e serviços e na capacidade de inovar através de tecnologia e processos são listadas como as principais ameaças dos riscos cibernéticos. Já os riscos à saúde preocupam tanto no impacto que podem causar em vendas de produtos e serviços quanto na atração e retenção de talentos e competências essenciais.
Entre os CEOs brasileiros, a maior preocupação é a instabilidade macroeconômica (69%) e seus potenciais impactos em vendas de produtos e serviços. Em seguida, estão os riscos cibernéticos (50%).
A preocupação sobre a desigualdade social e seus impactos também em vendas de produtos e serviços e na capacidade de atrair e reter talentos e competências essenciais é significativamente mais impactante para os executivos locais.
A 25ª edição da Pesquisa Anual Global com CEOs da PwC ouviu mais de 4.400 executivos, em 89 países, com uma participação expressiva de líderes do Brasil.
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