O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, prometeu para os próximos dias a tão esperada desoneração para fabricação de smartphones em território nacional. Proposta será assinada pela presidente Dilma Rousseff ainda esse mês, ressalta. “Estamos muito satisfeitos. Fizemos a desoneração para a construção de redes de telecomunicações e nos próximos dias sai a desoneração dos smartphones”, afirma. “Quinta-feira passada (28/3), chegamos a um acordo com o Ministério da Fazenda sobre o texto da desoneração. A ideia é que haja um teto para aparelhos 3G até R$ 1,5 mil e estamos estudando se haverá outro teto para o 4G”.
Segundo o ministro – presente na inauguração da nova sede da Telefônica | Vivo -, o atraso na assinatura da proposta foi causado por divergências entre os Ministérios envolvidos, principalmente em como tratar o decreto da desoneração.
Em 10 anos, o número de celulares ativos saltou de 43 para 264 milhões. De 2008 para cá, 65 milhões de aparelhos foram conectados. “Um dos problemas é o rápido crescimento e falta de infraestrutura. Ano passado o mercado 3G cresceu em 80%. Temos três vezes mais aparelhos hoje que em 2010”, lembra Bernardo, que levantou o tema para deixar claro que, por mais que saia a desoneração, injetando milhares de dispositivos móveis no mercado, é necessário pensar na disponibilidade de serviços junto às operadoras. “O setor precisa crescer e melhorar muito”, finaliza.
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