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ECI transforma-se de empresa de hardware para provedora de software

Os últimos três anos têm sido de mudanças para a israelense ECI Telecom, provedora de soluções de rede. A começar pela estratégia da empresa, que migrou de um negócio de hardware para outro essencialmente de software, em linha com as mudanças do mercado que tem voltado as atenções para o software.

“Embarcamos nessa jornada para endereçar novas demandas do mercado de redes, pautadas agora pela virtualização. Não queríamos apenas vender caixas, mas infraestrutura”, contou Sorin Lupu, vice-presidente global de Vendas e Marketing da ECI Telecom, em conversa com o IT Forum 365.

Parte dessa transformação veio acompanhada de uma nova fundação tecnológica, que incluiu soluções variadas no portfólio, que, segundo o executivo, está pronto para acompanhar o crescimento da companhia nos próximos anos. Passou a fazer parte da linha de produtos uma série de aplicações para endereçar objetivos como foco na monetização de dados na rede e segurança da rede.

Nas Américas, a missão de levar a nova mensagem da empresa fica sob responsabilidade de Carlos Brito, recém-nomeado ao cargo de gerente-geral para a região e que respondia pela América Latina até o final do ano passado. “Nosso foco é o de consolidar a mensagem de uma empresa voltada para redes elásticas e seguras”, sintetiza.

Segundo explica Brito, na região, três segmentos são foco da empresa: services providers de telecom, que basicamente incluem as operadoras, energia e data center. Os maiores negócios, prossegue, estão no Brasil, México, Costa Rica e Colômbia.

Em solo nacional, a expectativa é de, nos próximos três anos, dobrar o market share. “Confiamos na missão de entregar melhores soluções a preços competitivos. Estamos comprometidos com o mercado nacional e em ajudar empresas a migrar do legado para a rede preditiva.”

Inovação
Lupu assinala que uma das fortes frentes de investimento da empresa é inovação. De acordo com ele, na contramão do mercado, a ECI investe 22% de sua receita em pesquisa e desenvolvimento (P&D). “Temos um CTO que está sempre em contato com o mercado para entender as demandas e de que forma as necessidades podem ser endereçadas em nossas soluções”, comenta.

Uma das apostas quando o assunto é inovação, afirma, é usar metodologia ágil para acelerar o processo. “Inovar hoje não é mais como no passado. Por isso, temos sempre de incrementar e apostar em coisas novas muito rapidamente.” Outra estratégia é apostar em parcerias para estabelecer codesenvolvimentos, algo que tem sido colocado em prática pelo bem-sucedido Waze.

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