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Do mainframe ao mobile: como bancos conectam essas tecnologias?

O setor de tecnologia financeira é um dos que mais ascendem no Brasil. De acordo com a última pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, de um total de US$ 351 bilhões investidos globalmente nessa área, o País representou US$ 11,9 bilhões em 2014. Para termos um comparativo, esse montante se aproxima ao valor aplicado por países desenvolvidos como França e Alemanha.
Mesmo com grandes aportes e inúmeras inovações no setor, bancos brasileiros continuam utilizando um sistema legado, antigo, porém essencial para o funcionamento de toda estrutura da organização: o mainframe. Ele se mantém importante até mesmo para propiciar a modernização do setor, como a utilização de aplicativos móveis e a viabilização de pagamento por smartphones, pois contém uma quantidade abundante de dados e uma capacidade muito grande de processamento com alta performance e confiabilidade.
Apesar da eficiência, é necessário manter o mainframe sempre atualizado para que a organização não corra riscos de redução de performance ou aumento do nível de downtime. A capacidade de processos de gestão de erros e recuperação é muito alta no mundo do mainframe, e isso ainda não foi transferido em totalidade para as plataformas distribuídas. Por esse motivo, bancos ainda dependem dessa tecnologia para manter a qualidade do serviço prestado aos clientes.
Para que a carga de processamento do mainframe seja distribuída, é necessário que o processo ocorra de forma faseada, planejada e ao longo de um grande período de tempo. Contar com soluções que facilitem essa modernização faz com que isso aconteça com maior agilidade, menor custo e risco. Para isso, existem softwares capazes de integrar as aplicações de sistemas legados às novas tecnologias, permitindo que os bancos continuem usando-os, agregando o que há de novo no mercado. Um exemplo disso é o mobile banking, que utiliza grande quantidade de dados que reside no mainframe, ou seja, a ligação entre as duas tecnologias é estreita.
Porém, ainda existe muito para evoluir, um exemplo prático são canais digitais que já se consolidaram como o principal meio para realização de transações bancárias, e mesmo assim, de acordo com a Febrabam, essas operações equivalem a 52% das transações realizadas atualmente por meio da internet e mobile banking.
Quando utilizamos aplicativos de bancos ou conhecemos novas fintechs, nos vêm à cabeça todas as novas tecnologias que estão surgindo, mas é importante saber que até o que há de mais novo depende dos legados, onde ainda é armazenado e processado grande parte dos dados mais importantes das organizações financeiras.
Bancos já deram grandes passos na adoção da tecnologia para melhorar a experiências dos clientes, trazendo mais conveniência e eficiência em seus serviços, mas ainda existe muito para se fazer. Como soluções capazes de modernizar e melhorar a capacidade da tecnologia legada, otimizando a infraestrutura existente e o investimento já realizado.
*Marcos Damasceno é diretor de Consultoria e Soluções da Micro Focus

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