O intenso crescimento das operações no mercado brasileiro trouxe o diretor de canais da Amazon Web Services (AWS), Terrence Wise, ao Brasil na semana do de 18 de março. Depois de pouco mais de um ano de anunciar a abertura do escritório da companhia no País ? a chegada oficial foi em 15 de dezembro de 2011 ? o executivo já viu um canal brasileiro, a Dedalus, galgando espaço entre os dez principais parceiros mundiais da marca. E como novidade, o norte-americano trouxe em sua bagagem três estratégias: o lançamento do Virtual Private Cloud/EC2 no Brasil, a possibilidade de desenvolvimento de um programa de distribuidores por aqui e, ainda, programas de treinamento para que os canais consigam vender projetos com mais facilidade e propriedade.
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?Estamos fazendo muitos investimentos neste ano e no próximo para ampliar o ecossistema?, afirmou, em entrevista exclusiva à CRN Brasil. Há um ano, a companhia possuía cerca de 30 parceiros no Brasil. Hoje este número foi multiplicado por dez, e Wise espera um evasivo aumento de ?centenas? de outros parceiros até o fim do ano.
?Estamos vendo coisas muito interessantes acontecendo no Brasil?, ponderou. Com o desenvolvimento da Dedalus como um dos principais parceiros em cerca de oito meses de operação, o executivo é direto: ?para ser honesto, foi mais rápido do que eu pensava?, adicionou, atribuindo o sucesso a alguns pontos: marketing, capacidade de execução, investimento e, principalmente, comprometimento tanto com nuvem quanto com a própria AWS. “Isso começa com o cliente primeiro. Se fizermos a coisa certa ao consumidor, todos nós vamos ganhar.”
Sobre o lançamento exclusivo no Brasil e na Austrália da Amazon EC2, a nuvem privada da marca, o motivo de os solos escolhidos para o evento serem os dois países está no intenso crescimento da demanda dos consumidores por produtos da marca. A Amazon EC2 foi lançada em 2006. Três anos depois, em 2009, foi a vez de apresentar o Amazon Virtual Private Cloud, conhecido como VPC. O produto permite a criação de redes virtuais de instâncias EC2 logicamente isoladas e uma conexão opcional VPN ao data center.
Cada ambiente era construído caso a caso, e o que a AWS fez agora foi criar padrões de utilização para ampliar o acesso.
Programas
Em entrevista concedida em dezembro deste ano à CRN Brasil, José Nilo, diretor geral das operações brasileiras, explicara que a companhia dividia seu ecossistema de parcerias em três eixos: tipo de negócios, onde a classificação ocorre na modalidade de valor que é oferecida ao cliente (se é um ISV, um integrador, revenda); profundidade de relacionamento com a AWS (Register, Standard, Advanced e Premier); e especializações dos parceiros (certificações ou disponibilidade de serviços em 24/7).
Wise disse que ainda não está em tempo de ser anunciado um novo programa de canais, mas que a companhia já aventa esse tipo de possibilidade. ?Estamos olhando em melhorias aos programas, alguns são investimentos nos principais parceiros e novos modelos de incentivos, com foco em melhorias tanto para consumidores quanto para os próprios parceiros?, completou.
A ideia principal é focar em treinamento, capacitação e até mesmo conhecimento do portfólio de ofertas da empresa. Com valores de investimentos não divulgados ? é muito difícil arrancar qualquer número quando o assunto é AWS ?, chega ao mercado geral, englobando, obviamente, o Brasil , o AWS Partner University, que combina treinamentos online, presencial e certificações. Há alguns modelos específico de treinamento disponível somente para alguns parceiros. No País, o primeiro passo deste projeto abrange cinco canais, mas a proposta é ampliar a base para os demais ainda no primeiro semestre.
No que diz respeito a distribuidores, esse modelo de atender o mercado de forma indireta foi criado há pouco mais de um ano na América do Norte, e as discussões são para a chegada da iniciativa na América Latina no curto prazo. Um caminho natural seria a ampliação da parceria com os distribuidores que atendem o norte do continente para o restante do mapa: Ingram Micro e Avnet, que possuem operações no Brasil, e Tech Data, que deixou o País no fim de 2011 por conta das dificuldades enfrentadas com o sistema tributário nacional. ?Este é um modelo diferente que vamos trazer ao Brasil neste ano. Mas estamos olhando os parceiros corretos. Queremos escolher com cuidado e ter a certeza de que criamos as melhores experiências para os revendedores e consumidores. Se vamos construir mais e mais camadas entre nós e os consumidores finais, temos de ter certeza de que haverá uma grande qualidade?, contextualizou.
SAP
Segundo o executivo, a ?SAP está virando um negócio muito grande? para a AWS. ?Representamos a próxima geração de plataforma de hosting para aplicações da SAP e de ERP em geral, e isso representa uma grande oportunidade para os parceiros?, contou, sem dar detalhes.
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