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Disputa entre Trump e Huawei ganha novo capítulo

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump resolveu na última sexta-feira (15) ampliar o prazo da ordem executiva que proíbe que empresas americanas trabalhem ou comprem equipamentos de telecomunicações de empresas que o governo considere como risco à segurança nacional. Agora a proibição vai até maio de 2021, informa a Reuters.

Embora a proibição não dê nomes, a Huawei é vista como o principal alvo da ordem. A gigante chinesa, atualmente, por conta da ordem não consegue que os aplicativos do Google, tão centrais na vida de milhões de usuários de smartphones, funcionem nos celulares da empresa. Apesar disso, a fabricante ainda pode utilizar em seus aparelhos o sistema operacional Android, pois é gratuito e está em código aberto.

A Huawei ainda trabalha com os Estados Unidos, pois licenças temporárias do Departamento de Comércio ainda permitem os negócios entre empresas do país com os chineses.

Além dos smartphones, a Huawei é responsável por equipamentos de rede e avança em soluções 5G, outra área atacada por Trump com a Lei de Redes de Comunicação Seguras e Confiáveis. A lei forneceria compensações às operadoras rurais que deixam de usar os equipamentos de rede da Huawei.

O embate entre Trump e Huawei não data de hoje. Em maio de 2019, Trump emitiu ordem executiva proibindo várias empresas estrangeiras de usar tecnologia americana em seus dispositivos. Na ocasião, ele alegou que o bloqueio visava à segurança nacional do país.

Vale ressaltar que, mesmo com os bloqueios e a repercussão provocada por Trump contra a Huawei, a chinesa manteve alta nas vendas dos seus telefones. Segundo a Counterpoint Research, a Huawei teve salto de 15% nas vendas de celulares em 2019, comparando com o ano anterior. A companhia vendeu mais de 238 milhões de unidades.

No sábado (16), reagindo ao anúncio de Trump, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os EUA precisam interromper a “perseguição irracional” contra as empresas chinesas. Em comunicado à Reuters, o Ministério chinês disse que a China irá defender firmemente os direitos legais de suas empresas.

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