As estatísticas de uso para sistemas operacionais se expandem por todo o mapa, sendo suficiente dizer que muitas PMEs ainda usam o Windows XP. Se você for uma delas, será que você deve ignorar o Windows 7 e ir direto para o Windows 8?
As prévias de consumidor do Windows 8 estão disponíveis há mais de um mês, e o lançamento oficial está previsto para ainda este ano. Quando se pensa nos custos e complicações de um upgrade de SO, pode ser tentador pular direto para a versão mais recente e evitar um projeto de migração desnecessário.
Fazer isso não está fora de cogitação ? mas não é obrigatório, disse o CEO da SmartDeploy, Aaron Suzuki, em entrevista. Suzuki tende a preferir a mudança direta do XP para o Windows 8. Mas é claro que isso depende do seu negócio, seus usuários e vários outros aspectos.
O primeiro conselho é: respire. Não há necessidade de pressa. ?É uma decisão de negócio objetiva?, disse Suzuki. ?Não precisa ser uma daquelas decisões que tomamos quando nos sentimos pressionados por um vendedor. As pessoas têm tempo e muitas opções?.
Aqui estão as recomendações de Suzuki para PMEs que estão avaliando as opções e decidindo uma frágil estratégia de SO.
1. Pense (muito) além do 8: Os profissionais mais experientes de PMEs devem lidar com a estratégia de upgrade do XP não só como um caso de 7-versus-8, mas levando em consideração o Windows 9 e mais além do futuro do sistema operacional. A razão: Suzuki acredita que os upgrades do Windows ocorram com mais frequência daqui pra frente. ?Não acho que veremos outro período tão longo como entre o XP e o Vista?, disse ele. ?Você consegue se recuperar mais rápido dos seus erros se tiver outro lançamento num período relativamente mais curto?. Chame de efeito Vista ? o legado fracassado da Microsoft que tentou superar o sucesso da plataforma XP. Como resultado, Suzuki acha que as PMEs precisam repensar suas estratégicas básicas de SO. ?Vamos implantar todos os outros [lançamentos Windows]? Ou vamos acompanhar cada um deles??
É importante que PMEs estejam confortáveis com o plano de SO, disse Suzuki, porque elas não têm o poder de compra de grandes empresas, e isso coloca seus investimentos em tecnologia em grande risco. ?Geralmente, pequenas e médias empresas não tem o mesmo orçamento para fazer algumas coisas que grandes empresas fazem com garantia de software, quando se tem garantia de upgrade e mais?, disse Suzuki.
2. A escolha mais segura: Windows 7. Em poucas palavras, o upgrade para o Windows 7 é a opção mais segura. Suzuki destaca que se trata de um SO sólido; diferente do Vista, o Windows 7 não gerou uma lista negra de reclamações entre usuários de negócios e TI. Se você for do tipo mais conservador na hora de tomar decisões, o Windows 7 é um escolha fácil. E isso ainda é mais verdadeiro se quiser fazer o upgrade agora, ou se já tiver um plano de migração em andamento. ?Se estiver pronto para mudar para o Windows 7, mude já?, disse Suzuki.
3. Testando, testando, 1, 2… 8. Você pode sim pular o Windows 7 e migrar diretamente para o Windows 8, quando estiver disponível ? não existe uma lei universal ou um motivo que te impeça de fazer isso. Suzuki não concorda com a lógica de que se deve esperar até o Service Pack 1. ?Talvez ? mas não existe um motivo concreto para esperar, a não ser que existam aplicativos incompatíveis?, disse, acrescentando que PMEs têm menos chances de ter dezenas de aplicativos nativos. Nos primeiros testes, Suzuki disse que não encontrou nenhum aplicativo compatível com Windows 7 que não rodasse no Windows 8.
Se estiver pensando seriamente em mudar para o Windows 8, é hora de começar a estudar. ?Teste tudo e comece com o beta agora mesmo?, disse Suzuki. ?Conheça o sistema e entenda como ele funciona?.
4. Seus usuários gostam de mudanças? Se termos como ?tech-savvy? e ?early adopters? forem boas descrições para seus funcionários e para a cultura geral da empresa, a transição ? cedo ou tarde ? para o Windows 8 não deve causar medo. Mas, se seus usuários ficam impacientes ao menor sinal de uma mudança tecnológica, bem, o Windows 8 pode enlouquecê-los.
5. Desenvolva políticas de TI para o Windows 8 agora. Se você resistiu a consumerização e ao paradigma BYOD (bring your own device), você vai precisar começar já a escrever as políticas do Windows 8. ?O Win 8 é extremamente voltado para o consumidor?, alertou Suzuki. ?A Microsoft está declaradamente correndo atrás dos usuários de iPad e esses casos de uso?. Se a grande aposta da Microsoft vingar, a TI terá de se conformar com a nova onda de dispositivos pessoais Windows no perímetro corporativo, onda que não existiu no passado.
6. Como estão seus hardwares? Marque um ponto na coluna ?esperar pelo Win 8?: ?Se você ainda roda o XP, provavelmente roda em hardware antigo?, disse Suzuki. ?Por que não fazer upgrade para o mais recente, que será compatível com os mais recentes sistemas operacionais, e você ficará bem por mais um tempo??
Se ao menos fosse simples assim. Enquanto Suzuki parece bem confiante a respeito do Windows 8, ele não tem tanta certeza quando a hardware e aplicativos. ?A primeira leva de hardware que será lançada com esse sistema operacional vai ter problemas?, afirmou Suzuki. Desktops e laptops tradicionais devem ficar relativamente a salvo, mas as novas opções de PCs e dispositivos touch, e os aplicativos desenvolvidos especialmente pra eles, vão precisar de tempo para superar as dificuldades. ?Invariavelmente, terão de amadurecer?.
7. O mito da extinção do XP. As preocupações com hardware não precisam ser um grande obstáculo para quem roda XP. Suzuki diz que até que o suporte ao XP termine, em 2014, o ecossistema de hardware e software do Windows 8 estará em sua segunda ou terceira geração. Além disso, apesar dos recentes comentários da Microsoft e do controverso senso comum de que rodar um sistema operacional sem suporte é uma brincadeira perigosa, não há pressa alguma para deixar o XP pra trás se ainda estiver funcionando bem para você. (Hardware envelhecido pode ser outra história). Coloque isso na coluna do Windows 8 ? se estiver inclinado a pular o Windows 7, você não precisa correr para o Windows 8 na semana de seu lançamento. Se puder manter o XP por mais 18 ou 24 meses, Suzuki acredita que pular o Windows 7 ?é a coisa certa a fazer?.
A preocupação sobre o fim do suporte da Microsoft não é exatamente um mito, mas Suzuki não vê um final apocalíptico. Ele reconhece que existem riscos em ultrapassar a data de corte da Microsoft, mas ele acha que esses riscos podem ser mitigados com segurança reforçada e outras práticas. Ele também nota que algumas empresas optam por uma abordagem híbrida, movendo certos grupos de usuário para o Windows 7, enquanto outros são mantidos com o XP ? e depois levados direto ao Windows 8. Sua equipe de vendas ou outra equipe móvel pode ser boa candidata a essa segunda abordagem, por exemplo.
?Fique com Windows XP até estar pronto e tome uma decisão acertada e bem informada?, disse Suzuki. ?Não existe uma razão para dar esse salto extra e implantar o Windows 7 antes?.
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