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Dia dos Namorados impulsiona e-commerce e deve movimentar R$ 2,9 milhões

O Dia dos Namorados promete aquecer o comércio eletrônico, segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). De acordo com a entidade, há expectativa de alta de 18% nas compras entre 25 de maio e 12 de junho, em relação ao mesmo período do ano passado. Na estimativa da associação serão 9,76 milhões de pedidos com tíquete médio de R$ 303 que devem levar o faturamento do setor para R$ 2,96 bilhões.  

Levantamento feito pela ABComm aponta que as categorias que terão produtos mais vendidos serão moda, perfumes, cosméticos, informática, eletrônicos, cestas e flores. Segundo Maurício Salvador, presidente da ABComm, no Dia das Mães a expectativa também era crescer 18%, mas acabou crescendo um pouco mais, 21%. “A gente também viu, no Dia das Mães, que o que não entra nessa expectativa de bens de consumo duráveis, e que deve se repetir no Dia dos Namorados, é a venda de serviços. O namorado manda jantar, a namorada manda café da manhã por meio de delivery”. 

Salvador fala que as projeções para o e-commerce poderiam ainda ser maiores uma vez que alguns shoppings centers começam a voltar ao funcionamento de forma restrita. Mas algumas redes não precisaram esperar pelo retorno ao “antigo normal” e já estavam avançando na digitalização. Desde o último trimestre do ano passado o projeto de atendimento digital da rede Iguatemi já estava no ar, o Iguatemi 365, com serviços 24h. 

Durante a pandemia muitos shoppings passaram a adotar sistemas de compras feitas por drive-thru e delivery, como alternativas para garantir parte das vendas. No começo deste mês, ainda como uma maneira de melhorar os negócios, o Eldorado, em São Paulo, e o Nova América, no Rio de Janeiro, anunciaram que vão levar as lojas para a Amazon Brasil, em páginas exclusivas.  

“A visão dos shoppings para o e-commerce era muito cética, alguns até eram contra, como se fosse algo negativo. Aí veio a pandemia e mudou tudo. A saída para os shoppings não são marketplaces já existentes, como alguns têm feito. Eles têm taxas de comissão. A melhor saída para os shoppings é se transformar em seus próprios marketplaces”, finaliza o presidente da Associação.  

Como fica o comércio tradicional?

Se no e-commerce, a previsão de venda para o Dia dos Namorados é de alta, o mesmo não se reflete para o comércio tradicional. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, FecomercioSP, as vendas para a data devem cair 33%. Com isso, o prejuízo calculado pode ultrapassar R$ 19 bilhões, mesmo com reabertura de parte das atividades em algumas regiões do Estado.  

“Não deve haver muita procura para presentes no Dia dos Namorados, uma vez que também houve baixa na intenção de consumo das famílias”, declarou a FecomercioSP em nota. 

Com diversas atividades fechadas no estado paulista entre março e maio, devido a pandemia do novo coronavírusrecuo no primeiro semestre nas vendas varejistas deve ser de 20%. A projeção leva em consideração a reabertura gradual da economia este mês, respeitando as condições regionais. 

Para a Federação, esse processo deve se dar de forma muito lenta, o que será um limitador para as vendas no dia dos namorados. Por setor, a entidade estima que as vendas de vestuário recuem 67%, com prejuízo de até R$ 3,5 bilhões. No acumulado do ano, a queda deve ser de 44%, refletindo também a baixa nas vendas no Dia das Mães. 

Pandemia faz e-commerce escalar

Pesquisa feita pela ABComm em parceria a com a Konduto, empresa de análise de risco, registrou um crescimento médio de 52% no volume de compras no e-commerce, no período de março a maio, durante o isolamento social.  

Os números gerais da quarentena ainda mostraram que o tíquete médio foi de R$ 417,82 em março para R$ 535,60. A pesquisa analisou mais de 33 milhões de pedidos de produtos físicos feitos no período de 1º de março até 23 de maio em 4 mil lojas virtuais em 16 categorias. 

O estudo também mostrou que mais de 107 mil lojas aderiram às vendas digitais. A média mensal antes da pandemia era de 10 mil lojas por mês. Os setores que estão em alta são moda, alimentos e serviços. 

 

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