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Desafios digitais da SAP no cenário da nova TI

Cloud, Big Data, mobilidade, internet das coisas e rede social são termos propagados pela indústria nos últimos anos como tendências que atingiriam os clientes e demandariam investimentos e novas formas de se encarar a TI. Mais que isso, esses temas orbitam no que se convencionou chamar de era digital, um ambiente onde tudo se conecta e onde cada passo ou  processo, como preferir, deixa uma pegada digital passível de ser analisada. ?A era digital está trazendo grandes transformações para as indústrias. Os negócios podem reduzir o consumo de bens em tempo real e poderemos levar a competição para outro nível?, avaliou Jim Snabe, CoCEO da SAP, durante o SAPPHIRE, principal evento da fabricante para clientes realizado em Orlando (EUA).

Leia mais: Snabe, Co-CEO da SAP, deixa o cargo até o fim do ano fiscal

Acostumada a ser software padrão nas principais empresas ? como lembra Bill McDermott, também CoCEO da SAP, 98% das marcas mais valiosas do mundo estão com eles -, a  companhia sabe que precisa investir em novas frentes para atender a todos os desafios que a tal era digital traz. E não se trata apenas de um novo momento. Essa era é formada por um público diferente e que encara tecnologia de maneira distinta. São pessoas que buscam simplicidade, eficiência e uma boa interface de usuário que, de preferência, seja bonita.

Não é à toa que a fabricante apostou, por exemplo, no poder do design thinking. ?Para pensar para onde estávamos indo e para onde deveríamos ir. O futuro é móvel e, por isso, desenvolvemos uma plataforma líder para mobilidade. Vamos aproveitar as grandes oportunidades juntos. Temos agora a geração millenium que é o maior alvo de mercado. Eles são diferentes?, comentou McDermott. Para o executivo, a máxima dessa geração passa pela seguinte afirmação: ?tecnologia ajuda a ser o que quero ser e não me define?.

Um dos exemplos do investimento da SAP em direção a esse público é o Fiori, um conjunto de aplicativos que levam processos críticos de negócio para dispositivos móveis num formato até pouco tempo atrás inimaginável para uma companhia como a SAP.

O desafio do digital não atinge apenas a SAP, grandes corporações como HP, IBM e Microsoft vêm estruturando suas estratégias de forma a abraçar as tendências desse novo mundo e isso passa por rever produtos, repensar abordagens e ouvir. A proximidade com o cliente é crucial para entender o que está acontecendo mundo afora e, assim, ajudá-lo da melhor forma possível.

?Acredito que a tecnologia vai realmente mudar a forma que vivemos, trabalhamos e como os negócios são tocados. E somos tão fortes que somos capazes de criar esse futuro. Acredito em descentralização, na criação de informação, na conexão de pessoas. Sou otimista sobre o futuro?, lembrou Snabe, ao comentar como via o futuro da própria SAP que atravessa um bom momento em termos de lançamentos de produtos e resultados financeiros.

A companhia, por exemplo, apostou certo na computação em memória quando muitos achavam o tema não ganharia força. Hoje, a plataforma Hana já roda até sistemas transacionais. Para a questão de análise de dados em tempo real, tal abordagem tem se mostrado bastante eficaz, prova maior é que a appliance da SAP já não é única no mercado, embora a fabricante seja a que mais tenha incorporadoo assunto ao discurso corporativo.

?Decidimos três anos atrás desenvolver e criar algo líder. Optamos por colocar todos os dados de uma empresa na computação em memória. Você sabe como seu negócio está desempenhando? Você pode ver isso em tempo real, combinar informações, simular situações e reage rapidamente à concorrência?, afirmou Snabe. O executivo explicou que mundo digital pede redução de consumo, análise em tempo real e menos complexidade na ponta. Ele diz ainda que, no portfólio de clientes da SAP, existem departamentos de TI que reduziram o custo de propriedade em 30%. ?Outra promessa era em relação à nuvem. A era digital pede velocidade. Mais de 50% das 500 maiores empresas pode não estar na lista em alguns anos, porque isso [se manter grande] envolve tecnologia na equação e a velocidade de inovação é crítica. Complexidade é um dos grandes inibidores da inovação?, avaliou. ?Negócios são como natureza, mas a evolução na natureza acontece por mutações que levam milhares de anos e, nos negócios, isso vem pela inovação, pelo surgimento de novos modelos de negócios.?

*O jornalista viajou a Orlando a convite da SAP

A matéria foi originalmente publicada na edição 247 da InformationWeek Brasil

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