O Chatter foi o primeiro exemplo de trabalho no conceito de empresa social da Salesforce. O mais recente é o Rypple, aplicativo de recursos humanos que gerencia desempenho coletando uma variedade de feedback social. Mark Benioff, CEO da fabricante, durante o CloudForce, evento da companhia para clientes e parceiros, repetiu, sem parar, o tema da ?empresa social? e apresentou os aspectos de rede social do Rypple, que sua empresa adquiriu no começo desse ano.
Líderes de equipes, supervisores e até mesmo colegas de trabalho podem premiar um funcionário com um distintivo ?turkey gravy? ao completar, com êxito, um projeto ou um distintivo ?under the radar? por conseguir um novo cliente. Os distintivos do Rypple aparecem em outros aplicativos da Salesforce.com, como no de gerenciamento de força de venda, em que eles podem ser adicionados após um novo acordo ou outra atividade.
O Rypple é uma ferramenta para saber como as pessoas pensam e reagem no trabalho, e torna gerenciamento de desempenho uma tarefa menos onerosa do que conduzir revisões anuais, disse George Hu, diretor de operações da Salesforce.com.
Se um gerente de vendas dá um distintivo ?under the radar? para uma funcionária após ela fechar um acordo, esse distintivo aparece no Rypple e no perfil dela no Chatter, ?onde toda a empresa pode ver?, disse Hu.
Benioff citou, também, o Sites.com, o novo aplicativo de gerenciamento de conteúdo online da Salesforce.com, que coloca capacidades de criação de website arraste-e-solte nas mãos do diretor de marketing. Ele cria conteúdo sobre templates prontos, sem que a TI precise escrever códigos. E permite alterações de estilo ou mudança de slogan em muitas páginas do site ao mesmo tempo, sem que cada página precise ser recodificada individualmente.
Quando perguntado até onde vão os planos de produzir uma suíte ERP, Benioff não quis parecer muito ambicioso: ?Estamos sendo cuidadosos no que queremos fazer?, disse ele, acrescentando que muitos aplicativos não são apropriados para a abordagem de aplicativos online da Salesforce.com. Em outro momento, ele comentou que a Salesforce.com tem uma ?abordagem muito disciplinada?.
Por outro lado, Parker Harris, VP executivo de tecnologia e co-fundador da Salesforce.com, disse em entrevista que a plataforma de software-como-serviço (SaaS) da Salesforce.com possibilitou a integração de novos aplicativos rapidamente. A aquisição do Rypple foi anunciada em meados de Dezembro, e a Salesforce estava pronta para anunciar sua integração na linha de produção no evento de 15 de Março.
Criar adições ao aplicativo existente Rypple e então integrá-lo ao CRM ou Chatter, não será tão difícil, disse Harris, agora que os problemas iniciais de sign-on único e gerenciamento de identidade estão resolvidos.
Harry sugeriu outra forma que os clientes da Salesforce.com podem encontrar para adicionar ou aperfeiçoar os aplicativos Salesforce.com, seja CRM ou RH. Em Dezembro de 2010, a Salesforce.com adquiriu a Heroku, uma plataforma para desenvolvedor, que ainda não roda nos data centers da Salesforce.com. Roda na nuvem pública EC2, do Amazon?s Web Services, e os desenvolvedores gostam assim.
A Heroku tem atraído centenas de desenvolvedores Ruby, PHP e outros orientados a web que a utilizam para hospedar projetos e produzir códigos em um ritmo mais rápido. Harris disse que os clientes da Salesforce.com pediram que uma versão da plataforma Heroku rode no data center da Salesforce.com. Isso os daria a oportunidade de rodar códigos produzidos na Heroku junto com os aplicativos da Salesforce.com, com linhas de comunicação mais curtas. Além disso, o código da Heroku rodaria em um ambiente mais restrito, um em que eles já confiam para rodar software de negócios.
Harris pensou sobre isso e concluiu que a Salesforce deveria ter Heroku para propósitos gerais onde os desenvolvedores gostam ? Amazon ? mas adicionar a habilidade de rodar software gerado pela Heroku no data center da Salesforce.com. Para isso, sua equipe teve de recriar uma mini plataforma Heroku separada ? mas próxima ? do ambiente de aplicativos da Salesfore no data center da Salesforce e permitir que os clientes rodem seus códigos nessa ?camada Heroku?.
Isso resultaria em uma cópia da plataforma Heroku para desenvolvedores rodando nos servidores da Salesforce em vez da Amazon, mas estaria separada dos aplicativos multi-tenant da Salesforce. Dessa forma, um processo de negócio em constante mudança; por exemplo, um criado em Ruby, na Amazon, mas oferecendo resultados necessários para um aplicativo da Salesforce, poderia rodar em um ambiente da Salesforce, com o gerenciador de identidade da Salesforce e os controles de segurança ainda funcionais.
Os usuários da Heroku trabalham com código aberto e as linguagens flexíveis frequentemente usadas na web. Ao desenvolver um aplicativo na Force.com, por outro lado, clientes estão limitados às linguagens proprietárias Apex e Visual Language. Parker quer permitir códigos úteis de clientes gerados na Heroku para complementar os aplicativos da Salesforce.com sem prejudicar as funções de segurança e privacidade da plataforma da Salesforce.
?Os clientes dizem que querem que a plataforma Heroku rode em nosso data center… Então eles poderiam usar Apex na Heroku para rodar processos para eles?, disse ele. A Salesforce está trabalhando para oferecer tal capacidade, mas esperem anúncios ainda esse ano, completou.
Em outras palavras, a Salesforce parece expandir devagar sua linha de produtos, indo cada vez mais fundo no mundo corporativo. Deve permitir, também, que seus clientes customizem o adicionem capacidades na velocidade que quiserem.
Benioff parece atipicamente cauteloso conforme revela seus planos de expansão porque as portas corporativas, antes fechadas, estão se abrindo com a abordagem SaaS da Salesforce. E, em vez de equipes de vendas, são os líderes de TI que estão abrindo essas portas.
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