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De executivo de TI a empresário: a história de quem ousou mudar de lado

Graduado em administração de empresas, com foco em sistemas de informação e especialização em gestão de projetos, Fábio Freire decidiu trocar o ambiente corporativo – onde atuava há mais de 15 anos, com passagem recente pela área de TI  do Grupo Elektra / Banco Azteca – pelo sonho de muitos brasileiros: ter um negócio próprio.

Quando questionado sobre os motivos que o levaram a montar uma consultoria na área de gestão de TI, Freire responde: “Quanto maior a organização é, mais burocrática se torna e lidar com isso é muito difícil para profissionais com perfil empreendedor, que buscam mudanças rápidas.” Com base nisso, o executivo decidiu deixar a posição de funcionário para abrir sua empresa.

A idéia de mudar de vida começou há cerca de seis meses. “Tinha que escolher entre continuar frustrado ou seguir carreira solo, fazendo o que gostava mais e aprendendo coisas novas a cada dia. E optei pela segunda hipótese”, revela. Ainda segundo ele, nessa ocasião, começou a retomar contatos com diversas pessoas com as quais já tinha atuado profissionalmente, em busca de um feedback sobre seu trabalho.

“Foi então que falei com o diretor da Lima e Falcão Advogados, grupo no qual já havia trabalhado, e recebi muito apoio. Como já tinha decidido montar minha própria empresa, informei a ele, que hoje se tornou o meu primeiro cliente”, lembra Freire.

A partir desse primeiro cliente, a consultoria se materializou e, até o final de 2009, deve contar com uma equipe de dez funcionários. Além disso, Freire está se associando a dois outros empresários, que têm experiência em segurança da informação, para que montem uma nova empresa, focada em gestão de projetos e proteção de dados.

Quanto aos desafios encontrados pelo profissional que busca ter seu próprio negócio e decidiu montá-lo em uma época de instabilidade financeira, Freire informa: “As companhias precisam da TI para se manterem em operação durante a crise. Não podem deixar de investir em tecnologia. Pretendo entrar nesse mercado agora, com calma, para que quando a economia voltar a crescer eu já esteja conhecido e estruturado.”

 

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