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Data center: operadoras de telecom avançam na oferta de serviços integrados

As operadoras de telecomunicação são vistas como as empresas detentoras das maiores vantagens na corrida pela oferta de data centers virtualizados. Isto porque essas empresas possuem, no portfólio, uma oferta mais ampla, incluindo infraestrutura, links de acesso e, principalmente, a capacidade de cobrar conforme a demanda de uso, algo que já fazem na área de comunicação fixa e móvel.

“Há algum tempo a GVT se especializa na oferta de serviços de TI para o mercado empresarial, visando acelerar e garantir os processos das companhias”, conta Marco Lopes, vice presidente de marketing da GVT. Atualmente, a empresa possui quatro data centers, um apenas para uso interno e três comerciais localizados em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.

A fala de Lopes simboliza a força com que as operadoras decidiram aproveitar a vantagem das redes de telecom para embarcar no mercado de data centers, dispostas a disputar o espaço com empresas mais tradicionais no ramo. 

Uma oferta muito longe de ser brincadeira. Para Paulo Tonding, diretor de infraestrutura e operações da Telefônica|Vivo, não há mistérios: os data centers envelheceram e o ‘timing’ de lançamento dos produtos das empresas, associado ao aumento da demanda e ao novo perfil do consumidor – mais crítico e exigente – obriga a entrega de uma solução mais moderna e qualificada. “Eu vejo que há um movimento de procura por espaços mais qualificados e a oferta ainda é baixa”, explica Tonding. Para o executivo, ou os data centers necessários para suprir a demanda ainda não começaram a ser construídos ou, caso tenham sido iniciados, levará ainda um bom tempo até ficarem prontos. 

O resultado é o aumento da demanda por serviços de centros de dados apontado por pesquisas feitas pelas consultorias especializadas no segmento de TIC. A Frost & Sullivan, por exemplo, destaca que o mercado de data center na América Latina crescerá a uma taxa de 9,6% por ano até 2017. 

Para Marco Lopes, da GVT, não há justificativas para as empresas desenvolverem ou mesmo armazenarem dados em outro lugar que não em um ambiente virtualizado. “Os valores são muito mais competitivos e o custo-benefício para a empresa é significativamente melhor”, afirma.

Certificados 

Percebendo essa ausência de data centers modernos, apontada por Tonding, da Telefônica|Vivo, e as demandas cada vez maiores apontadas por Lopes, a Oi é outro player que decidiu entrar no mercado. Ronaldo Motta, diretor de marketing do corporativo da operadora, destaca os cinco data centers da companhia, descritos como “robustos, flexíveis e com a rede de dados com maior capilaridade do país”.

Com perfil semelhante, a Telefônica|Vivo recém inaugurou, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, um data center com certificado Tier III, pelo Uptime Insitute. “Ele hoje é o único Tier III na parte de construção no Brasil. Existem algumas empresas que têm certificado Uptime, mas na questão de design”, explica Tonding. “Nós temos dois certificados, o de design e o de construção”, completa.

Além de enfatizar a questão de disponibilidade, escalabilidade e redundância, o executivo da Telefônica|Vivo destaca a certificação Leed Gold, cujo foco é o consumo reduzido de recursos naturais. “Por ser um grande consumidor de energia, esta certificação para data center é de certa forma inusitada, mas conseguimos um projeto que alcançasse essa diferenciação”, comemora.

Para a Oi, os serviços de data center para o mercado corporativo são estratégicos. O objetivo é auxiliar os clientes a aumentar suas receitas e/ou reduzir os custos, utilizando, para isso, as tecnologias disponíveis. Segundo Motta, a operadora foi a primeira telecom a lançar uma solução de IaaS – Infrastructure as a service voltada para o setor empresarial, o 

Oi Smart Cloud. 

Motta destaca como diferenciação o fato de que os projetos são desenhados em conjunto com os seus clientes, “levando em conta a melhor relação custo x benefício e necessidade das empresas, para que a redundância e tolerância a falhas sejam adequadas”. O executivo conclui dizendo que “cada vez mais as grandes empresas necessitam de parceiros com visão integrada de TIC para seus negócios e não de simples fornecedores”.

*Reportagem publicada na versão impressa da Computerworld de maio/2013

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