Aumento significativo da preocupação com corrupção e proteção e privacidade de informações são alguns dos principais riscos percebidos pelos líderes brasileiros, de acordo com a Pesquisa Global Forensic Data Analytics Survey 2018, realizada pela EY (Ernst & Young).
De acordo com o levantamento, feito com 745 executivos, em 19 países, incluindo o Brasil, o uso da análise forense de dados (FDA) auxilia de forma eficaz no gerenciamento desses riscos.
No Brasil, 40% dos entrevistados estão mais preocupados com corrupção nas empresas, enquanto globalmente esse percentual é de 14%. O uso da análise forense de dados (FDA) também é apontado por 59% dos entrevistados como muito efetivo em investigações internas.
Globalmente, somente 31% reconhecem a efetividade da ferramenta para esse tipo de investigação. Todos os entrevistados do País afirmam que o uso do FDA agiliza a tomada de decisão nas investigações realizadas e 90% afirmam que a ferramenta traz mais transparência para o negócio.
A adoção da FDA, de acordo com 14% dos entrevistados, vem sendo realizada com a automação de processos por meio da robotização (RPA) para gerenciamento de riscos legais, de compliance e de fraudes. E outros 39% afirmam que eles provavelmente adotarão RPA nos próximos 12 meses, seguido de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) com 38%.
O levantamento destaca que a adoção da FDA deve estar atrelada a um investimento relevante em recursos qualificados. Globalmente, apenas 13% dos entrevistados percebem que sua empresa possui as habilidades técnicas adequadas para a FDA, enquanto no Brasil essa percepção é de 18%. E ainda globalmente, 12% acreditam que possuem as habilidades corretas de análise de dados / ciência dos dados. No Brasil, esse percentual aumenta para 15%.
Até o fim de maio deste ano, todas as empresas envolvidas com a manipulação e tratamento de dados pessoais dos cidadãos da União Europeia terão de cumprir novos requisitos legais, estabelecidos na regulamentação conhecida pela sigla GDPR (General Data Protection Regulation).
De acordo com a pesquisa, no Brasil, apenas 38% afirmam conhecer o regulamento e somente 3% dos entrevistados estão analisando a implantação de um plano para cumprimento da regra. Globalmente, apenas 33% dos entrevistados possuem um plano para cumprir a GDPR.
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