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D-Link diversifica oferta e busca crescimento em Internet das Coisas

A fabricante de equipamentos de tecnologia da informação D-Link está de olho no mercado de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e por isso refinou sua estratégia para atuar também nesse segmento, altamente promissor.

Como parte da movimentação, anunciou uma solução completa de automação residencial durante a CES 2015, realizada em janeiro em Las Vegas (EUA). A tecnologia é composta por câmeras para monitoramento, kits para controle de iluminação, soluções para gerenciamento de energia, sensores para detecção de fumaça ou inundação, sirenes/alarmes de segurança, sensores de janela/porta e sensores de movimento.

No Brasil, a oferta deverá chegar no segundo trimestre com preços agressivos e já despertou, segundo André Marchiori, presidente da D-Link para a América Latina, o interesse das operadoras para parcerias. “Discutimos com varejistas e operadoras ofertas integradas para levar a novidade ao consumidor”, revelou, sem, no entanto, entrar em detalhes.

De acordo com o executivo, essa é uma área próspera para os negócios da companhia e deverá representar 5% da receita já neste ano. A ideia inicial, diz Marchiori, é importar as tecnologias, mas conforme cresce a demanda o caminho natural será a produção local dos equipamentos.

Além de IoT, o presidente relata que a D-Link vai atacar neste ano especialmente as empresas com switches de acesso, que garantem mais flexibilidade à rede em linha com as constantes mudanças dos negócios. “A tecnologia lida com complexidade, conectando redes maiores e com configurações mais robustas”, explica.

Impactos da nova direção
As mudanças na estratégia da empresa foram acentuadas com a chegada de Marchiori na presidência da empresa. Há nove meses no cargo, o executivo decidiu consolidar e migrar seus canais de distribuição para garantir mais agilidade.

Antes, a companhia contava com quatro armazéns: um no Brasil, um na Colômbia, um no México e um em Miami. Agora, Miami passa a ser o hub em linha com canal de distribuição no Brasil.

O executivo conta que as novidades vão acelerar projetos e contribuirão para o crescimento dos negócios em toda a região. Atualmente, o Brasil responde por mais de 50% das vendas na América Latina. Nas demais localidades, a expectativa é de expansão em negócios com operadoras que preparam-se para atualizar suas ofertas.

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