A CYLK Technologing, empresa do Grupo IHC focada em integração de sistemas e serviços gerenciados de segurança, conectividade e multicloud, acaba de anunciar uma fusão com a Munio Security. Fundada em Belo Horizonte, em 2016, a Munio é especializada no desenvolvimento de soluções de proteção de dados e informações para o mercado de automação industrial.
“Essa é uma preocupação vital para a continuidade da produção das empresas. Observamos que os ataques direcionados neste segmento não visam somente o ambiente de TI, mas principalmente seus sistemas de produção” diz Eduardo Honorato, sócio-fundador da Munio.
Além da parceria com fabricantes, a Munio investiu em desenvolvimento próprio de processos e sistemas com objetivo de atender à necessidade de um mercado específico, pautando seu crescimento acima de 60% em 2018 em relação ao ano anterior.
O objetivo da fusão é ampliar e complementar a oferta de ambas as empresas, que passam a cobrir as demandas de segurança da informação tanto em ambientes de TI como de TA (Tecnologia da Automação), permitindo um atendimento completo e integrado aos clientes, que passam a contar com um parceiro capacitado em ambas as áreas.
O presidente da CYLK, Carlos Carnevali Jr., destaca como fatores de sinergia para esta operação o compartilhamento da estrutura operacional de SOC (Security Operations Center) e processos que potencializam a oferta para os clientes e segmentos de mercado. “Um fator essencial do sucesso da Munio Security, o que determinou nossa decisão de investimento, é exatamente o foco na necessidade específica de cada cliente. O conhecimento adquirido em ambientes críticos de produção agora será compartilhado com nossas equipes e nossos clientes através de uma proposta de maior valor”, acrescenta Carnevali Jr.
Segurança em IoT, indústria 4.0 e automação – produtividade e inovação sem contrapartida em riscos
Se a segurança em TI, em que os produtos já são feitos com premissas de conectividade e segurança, não é uma tarefa banal, proteger sistemas de energia, equipamentos de produção, logística e outros dispositivos do mundo das operações e do chão de fábrica é um desafio ainda maior.
Na planta industrial, os recursos de processamento dos equipamentos automatizados são enxutos e essas máquinas não foram feitas para rodar agentes de segurança. Junto a essas limitações do legado, fabricantes de dispositivos de IoT buscam reduzir ao máximo o custo, o que muitas vezes implica pouco ou nenhum recurso de segurança. À medida que entes inseguros são conectados, é preciso criar barreiras a tentativas de sabotagem industrial ou crimes com consequências ainda mais graves (como desligar o forno de uma siderúrgica ou provocar um apagão no município, por exemplo).
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