Quanto os publicitários devem levar em conta o ?Curtir? do Facebook? Esta é a questão que as empresas devem se perguntar após uma investigação da BBC que sugere perda de tempo e dinheiro quando tentam obter o maior número de ?curtidas? possível.
Curta, no Facebook, a Fan Page do IT Web
Presume-se que cada usuário que curte algo no Facebook ? seja em uma página, um comentário, foto, etc ? está interessado e quer se comprometer de alguma forma, talvez ao ponto de até realizar uma compra. Curtir a página de um restaurante provê o usuário com atualizações e possíveis descontos. Há também a extensão da visualização, já que cada vez que uma pessoa curte algo, seus amigos na rede social visualizam essa ação.
Algo menos claro, mas, que se tornou um padrão no procedimento de operação em relação ao marketing e publicidade da marca no Facebook: quanto mais curtidas, mais sucesso.
Será?
Essa investigação da BBC, conduzida pelo correspondente de tecnologia Rory Cellan-Jones, indica que muitas curtidas podem ser falsas.
Após ter sido contatado por um profissional de marketing de mídia social que afirmou que seus clientes suspeitavam que seus anúncios no Facebook não atingiam ?pessoas reais?, a BBC lançou um investigação não científica. Criou uma página para uma companhia falsa chamada VirtualBagel. A página recebeu muitas curtidas, com uma grande quantidade vinda do Egito e das Filipinas, em vez de Estados Unidos e Reino Unido. Também parecia que muitos dos usuários que curtiram a página deturpavam suas informações de alguma maneira.
A rede social afirma que até 6% de seus 900 milhões de usuários devem deturpar o perfil de alguma forma.
Claro que tudo isso é superimportante para as empresas que cada vez mais se apoiam no Facebook e em outras mídias sociais como plataforma de marketing e anúncios, mas é também importante para destacar a desapontadora abertura de capital (IPO, da sigla em inglês) da rede social e sua luta em fornecer uma plataforma de anúncios efetiva, especialmente na área móvel. A maioria da receita do gigante em rede social vem de publicidade. Seria interessante ver o tem a dizer.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
*Texto de responsabilidade da rede de jornalismo norte-americana UBM. O IT Web traduziu e editou o conteúdo levemente. Leia o original aqui.
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