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Cultura orientada a dados é a maior barreira em projetos de Analytics

As empresas que estão ganhando mais força com as suas iniciativas de Big Data estão olhando muito além de dados transacionais – elas estão explorando diversos tipos de dados. E contando com o apoio dos principais executivos do alto escalação. Também já superaram vários obstáculos que ainda freiam muitas empresas, especialmente no que diz respeito à cultura, estratégia e operações. É o que revela pesquisa da Teradata, em parceria com a Forbes Insights e a McKinsey sobre os impactos das iniciativas de Big Data e Analytics.

O estudo ouviu 316 tomadores de decisão das áreas de tecnologia e informação em empresas líderes. E mostra que o Big Data está moldando o futuro e impulsionando oportunidades para a inovação em três áreas principais: criação de novos modelos de negócios (54%); descoberta de novas ofertas de produtos (52%); e monetização de dados a empresas externas (40%).

Notavelmente, a maioria dos entrevistados relatou não apenas um investimento considerável em Big Data Analytics, mas um expressivo retorno sobre este investimento (ROI). Cerca de dois terços dos entrevistados relataram que as iniciativas de Big data e análise de dados tiveram um impacto expressivo e mensurável sobre suas receitas.

Um em cada cinco participantes (21%) concordou que o Big Data Analytics é o único caminho para obtenção de vantagem competitiva, enquanto 38% citou isso como uma questão crucial.

Em organizações onde o Big Data é visto como a única forma para obter vantagem competitiva, mais da metade das iniciativas são lideradas pelos CEOs. Em organizações onde o Big Data é visto como uma questão crucial (entre as 5 mais importantes) consumindo tempo e atenção consideráveis da liderança, o patrocinador é tipicamente um executivo que se reporta diretamente ao CEO ou ao dono.

Principais obstáculos

Mais da metade dos entrevistados da pesquisa observou que a adoção de uma cultura orientada a dados é a maior barreira, sugerindo que a ideia deste tipo de abordagem não é universalmente aceita hoje. Recompensar o uso de dados e fomentar a experimentação e criatividade através da análise dos dados também foram destacados como desafios culturais significativos.

“Apesar do progresso relatado, mesmo com as empresas começando a aproveitar o máximo dos recursos de Big Data, ainda há espaço para melhorias. Os desafios culturais podem prejudicar de muitas formas as iniciativas de Big Data”, disse Matt Ariker, COO de Mercados de Consumo da McKinsey. “Mas a boa notícia é que o inverso também é verdadeiro: melhorar a forma como a empresa promove a cultura e a mentalidade que recompensa o uso da experimentação de dados pode ajudar as iniciativas de análise de dados a ganhar dinamismo e força.”

Sucesso

Empresas que estão ganhando mais força com as suas iniciativas de Big Data estão olhando muito além de dados transacionais e explorando diversos tipos de dados. A mais citada foi a informação de localização (usada para identificar a posição física – latitude e longitude – de um dispositivo eletrônico), que está sendo coletado por mais da metade dos entrevistados, seguidos por dados de texto (dados não estruturados, como e-mail, slides, documentos e mensagens instantâneas).

Além de explorar esses novos tipos de dados, as empresas líderes estão combinando seletivamente conjuntos de dados estruturados e multi-estruturados em um ecossistema analítico, permitindo a descoberta e geração de insights que impulsionem novas inovações.

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