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Críticas ao governo pautam discurso do presidente da Telefônica

Em encontro com jornalistas na tarde de ontem (11/12), o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Fernando Xavier Ferreira, fez duras críticas ao Governo Federal. “Nossas telecomunicações passam por um momento crucial para não perdermos o esforço que já foi feito para colocar o País no patamar em que está”, ressaltou. Xavier comparou as telecomunicações ao sistema nervoso do País e frisou que a evolução do setor encontra-se na legislação. De acordo com ele, o modelo atual se esgotou. “A privatização, há oito anos, colocou o Brasil como extremamente moderno. Antes, congestionamento das linhas chegava a 50%. Atingimos as metas há cinco anos, mas, se a regulamentação não mudar, ficaremos defasados.” O presidente da Telefônica destacou que, se o mercado brasileiro não se equiparar ao mundial, o País pode perder o salto tecnológico que deu no passado. “Regulamentação e legislação têm de permitir que se ofereça o que o mercado quer e o usuário pede triple play”, frisou. “País atrativo para investidor é aquele que tem instituições fortes, ou seja, a pura e simples aplicação da legislação. E não ver os investidores ficarem impedidos de fazer o que a lei lhes dá respaldo”, completou. A Telefônica investe por ano R$ 1,5 bilhão no País. Em outras palavras, Xavier exige o direito de as teles, a exemplo do que ocorre em outros países, ofertarem TV por assinatura. Xavier ressaltou que, atualmente, uma empresa de TV por satélite controla 95% do mercado, enquanto na TV a cabo um grupo domina 75%. De acordo com ele, a entrada de novos players reduzirá os preços. Sobre a compra da TVA, o executivo cobrou da Anatel tratamento igual ao que foi dado à Telmex com a Net. “Operações comerciais não precisam de anuência da Anatel”, justificou.

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