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Criada por fundadores de iFood e Zé Delivery, Mercê do Bairro levanta R$ 53 milhões

Fundada em 2019, a Mercê do Bairro anunciou um investimento de R$ 53 milhões em rodada de Série A liderada pela Flourish e GFC. O aporte também teve a participação da MAYA, SV Latam, Quartz, Picus, Domo, Alexia Ventures e Prana, entre outros.

Criada por Diego Libanio e Guilherme Bonifácio, que cofundaram o Zé Delivery e o iFood, a startup oferece um marketplace para pequenos mercados que permite a varejistas comprem e recebam produtos de forma rápida e simplificada.

Na prática, com o serviço, o dono do mercadinho lista os produtos de que necessita no aplicativo da empresa a qualquer momento. A startup se responsabiliza por fazer as compras no atacado e entregar na porta do estabelecimento em até um dia útil. Segundo a empresa, economia de tempo no processo chega a 70% para o varejista.

A Mercê também pluga outros parceiros de abastecimento, distribuidores e fabricantes que têm logística de entrega, monitora preços, para que o empreendedor tenha acesso às melhores ofertas, além de auxiliá-lo no acesso a crédito.O modelo é apelidado de varejo integrado, e já é largamente utilizado em outros países, como na China.

Leia mais: Vacinação faz brasileiros retomarem hábitos de compras e lazer offline

Com a solução, a empresa mira no mercado brasileiro de varejo alimentar, que movimenta mais de R$ 550 bilhões, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados. Os mais de 400 mil mercadinhos do país, que têm de um a quatro caixas, representam 35% desse total.

“Estamos falando de um público enorme e hoje muito mal atendido. Esses empreendedores não têm acesso a ferramentas de gestão, vendas e crédito, e não contam com poder de barganha para negociar preços e serviços. Além de não terem capital de giro, nem todo fornecedor vende para eles, pois muitos são informais ou não compram as quantidades mínimas exigidas pelos distribuidores”, afirma Diego Libanio. “Queremos que os mercados de bairro possam usufruir dos mesmos benefícios daqueles que fazem parte de grandes redes, tornando-os, assim, mais competitivos.​”

De acordo com a Mercê, o faturamento da startup é obtido sobre uma comissão cobrada dos fornecedores parceiros, que pagam uma porcentagem em cima das vendas realizadas. Ainda assim, a empresa alega que o valor final das transações é menor do que alternativas.

Hoje, a Mercê opera nas regiões oeste, sul e leste da cidade de São Paulo, sobretudo em bairros periféricos. Com o aporte, a empresa irá expandir sua atuação, em um primeiro momento, para as áreas metropolitanas do Sudeste, em particular São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

No futuro, a startup pretende ajudar a escalar mercados de bairro em todo o país. Além disso, com o valor, os sócios devem investir no desenvolvimento do marketplace e reforçar o time, especialmente nas áreas de tecnologia e produto.

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