De acordo com a agência de notícias Reuters, as mensagens lideram os protestos virtuais, desde palavras de apoio aos soldados da Inglaterra quanto dos Estados Unidos, até fúria contra a campanha militar. E as vítimas variam desde o site da Marinha dos Estados Unidos até a homepage do distribuidor industrial britânico Routeco.
Imagens do site da F-Secure mostram que a página da Routeco exibiu, por algum tempo, uma foto de manifestantes queimando uma bandeira dos EUA. Já o portal Seabornes também foi invadido por ativistas que citavam o Alcorão, ameaçando: “É a nova era da guerra cibernética que prometemos!”
A pichação virtual é considerada um pequeno aborrecimento. A mensagem tem ampla audiência, mas os danos à vítima são mínimos. Operadores de sites precisam apenas restaurar a página original, não resultando em uma tarefa árdua.”É obra de grupos isolados. Não vimos sinais de intrusões em redes patrocinadas por Estados”, disse Hypponen, na última sexta-feira, dia 21.
Para o executivo da F-Secure, a maior preocupação é lidar com a ameaça de vírus. Uma nova praga virtual que se propaga por e-mail, o Ganda-A (leia aqui), surgiu semana passada na Europa, prometendo protetores de telas com fotos de satélites espiões norte-americanos ou animações do Iraque, com ataques ou elogios à guerra. Na sexta-feira, a disseminação do vírus estava reduzida, mas especialistas continuam em alerta. “Dobramos nossa equipe de plantão”, ressalta Hypponen.
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