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Cresce a procura por especialistas em Business Intelligence

As ferramentas de Business Intelligence (BI), ou de inteligência de negócios, continuam aparecendo na lista de prioridades das áreas de tecnologia da informação. Realidade que tem resultado na busca por profissionais especializados. Na Tata Consulting Services (TCS) , braço de tecnologia da indiana Tata, a demanda por projetos é tão grande que a empresa  enfrenta dificuldades em encontrar gente suficiente, sobretudo analistas.

Desde 2007, a TCS vai às escolas atrás de estudantes de nível secundário e os qualifica por meio de treinamento para suprir a falta de profissionais prontos. De acordo com o presidente da TCS do Brasil, Cesar Castelli, as ações de formação são realizadas em parceria com a faculdade Anhembi Morumbi e com a Faculdade Impacta.

“Os estudantes que estão matriculados nessas instituições fazem estágios na TCS e muitos acabam construindo carreira aqui dentro”, afirma o executivo. “Alguns começaram como assistentes e hoje já são responsáveis por áreas importantes dos projetos”. Em paralelo, a consultoria qualifica profissionais já graduados para atuar no mercado de Business Intelligence.

Este ano já foram realizados três treinamentos em ferramentas de BI. O primeiro ocorreu no primeiro trimestre e envolveu uma equipe de 30 profissionais. O segundo aconteceu no segundo trimestre com outros 20 consultores. Ambos foram focados em soluções de integração de dados.

O terceiro treinamento visou ferramentas de relatórios analíticos, do qual participaram 10 pessoas, totalizando 60 profissionais nos primeiros seis meses de 2009. A expectativa, segundo Castelli, é certificar mais 10 pessoas até o final do ano fiscal (que se encerra em março de 2010) em ferramentas de relatórios analíticos.

Formado em análise de sistemas pela Universidade São Marcos, em São Paulo, Carlos Rosa, 36 anos, é gerente de projetos da TCS, onde está desde 2006. Trabalha com BI há 11 anos e explica que acabou se especializando na tecnologia.

“Dei os primeiros passos em 1997, quando trabalhava com infraestrutura dentro de um grande banco”, conta. Há três anos, decidiu ir para a área de consultoria e acredita que ainda existe muito espaço no Brasil a ser desbravado.

“BI não conseguiu ter a mesma força no País como lá fora, nos Estados Unidos e Europa”, ressalta Rosa. Apesar da sua visão sobre o mercado, o gerente de projetos da TCS diz que oportunidades não faltam e é comum ver uma briga por profissionais entre as empresas. “As consultorias possuem acordo para não tirar um profissional da outra, mas existem momentos em que isso é inevitável”.

A WBA, representante no Brasil da ferramenta de BI Pentaho, montou um centro de treinamento, de olho no “gap” de mão de obra. Há uma sala que comporta dez pessoas, além de uma estrutura para treinamento on-line. Desde o começo do ano, a empresa capacitou 80 pessoas e até novembro devem ser abertas novas turmas, abertas e fechadas.

De acordo com o diretor de Business Intelligence da WBA, Ricardo Gouvea, a demanda tem sido grande e continua crescendo já que a ferramenta é desenvolvida em plataforma aberta. “Com o open source, os projetos de BI ficaram mais viáveis para as pequenas e médias empresas”, explica. “Cenário que contribui ainda mais para a procura por especialistas”. A WBA também possui parceria com a Faculdade Impacta para a qualificação de profissionais.

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