A fintech Creditas lançou nesta semana a Creditas Store, e-commerce criado com um objetivo simples: permitir ao consumidor compras produtos com alto valor mesmo que ele não tenha cartão de crédito ou limite para realizar essa aquisição.
Funcionários de empresas que tenham parceria com a startup podem entrar no site e realizar a compra, cujo pagamento mensal será descontando diretamente do salário. A linha de smartphones da Apple é o primeiro produto a ser comercializado no site: existem cinco modelos, entre a versão 8 a 11.
A empresa oferece dois modelos de negociação como cliente. O primeiro, no qual a pessoa de fato compra o celular, consiste em 24 parcelas de R$ 208 ao mês.
Já o segundo formato funciona sob um modelo de upgrade: o usuário paga parcelas de um valor menor (R$ 145) e, ao final dos dois anos, decide se quer ficar com o smartphone (pagando uma soma adicional de R$ 1,5 mil), sair do financiamento ou continuar com o ciclo de parcelas, recebendo um novo modelo no lugar.
Dependendo do iPhone escolhido, a Creditas cobrará uma taxa em torno de 1% em cada parcela, valor que será utilizado pela companhia para manutenção do negócio.
Entre os novos produtos que a empresa avalia incluir dentro da loja, estão eletrodomésticos, cursos e até viagens de intercâmbio. O fator-chave está em facilitar o acesso a produtos ou serviços que são o desejo de consumo dos usuários.
Esse não é a primeira empreitada da companhia que foge um pouco das práticas do mercado. A Creditas também conta com um serviço no qual contrata arquitetos e engenheiros para auxiliar pessoas que estão fazendo empréstimos para reformar a casa.
O objetivo é garantir que o valor cubra todos os custos envolvidos no processo, que costumam variar – em geral, para um maior valor do que o previsto inicialmente.
A plataforma do Creditas Store foi desenvolvida internamente por uma equipe localizada na cidade de Valência, na Espanha, terra natal do fundador Sergio Furio.
A contratação da equipe e desenvolvimento do produto foi realizada com parte do aporte de US$ 231 milhões realizados em julho pelo banco japonês SoftBank. A companhia pretende usar uma parcela do valor para aumentar o número de funcionários: tanto na Espanha (saindo de 30 para 100) como no Brasil, onde a companhia já ultrapassa os 1,5 mil colaboradores.
Expansão internacional também está nos planos de curto prazo da Creditas: até março, a empresa pretende inicial operações no México, oferecendo no país (que conta com um baixo percentual da população com acesso a serviços bancários), as soluções que existem no Brasil.
*Com informações do Estadão e Forbes
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