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CPFL Energia e Instituto CCR ampliam parceria para incentivar o uso de veículos elétricos

A CPFL Energia e o Instituto CCR anunciaram nessa quarta-feira (13/1) acordo para ampliar a parceria entre as companhias visando incentivar o uso de veículos elétricos no Brasil.

“O acordo contribuirá para avançarmos nos testes para os diferentes tipos de uso dos veículos elétricos no País, além de incentivar a expansão desta tecnologia”, afirma o diretor de Estratégia e Inovação da CPFL Energia, Rafael Lazzaretti.

Além disso, continua o executivo, a iniciativa permitirá que as pesquisas avancem nos estudos de um tipo diferente de perfil de usuário. Isso porque o Instituto CCR deve usar o veículo para o deslocamento de seus colaboradores entre as suas unidades espalhadas na região de Jundiaí e nas viagens para a sede da CCR na cidade de São Paulo. “Esse é um tipo de usuário que fará um uso intenso do veículo em rodovias, além de também enfrentar o trânsito em São Paulo”, diz o executivo.
A parceria prevê a concessão, em regime de comodato, do Renault Zoe pela CPFL Energia ao Instituto CCR, e a colocação de um eletroposto nas instalações da CCR em Jundiaí. Em contrapartida, o instituto compartilhará com a CPFL Energia dados e informações obtidos com o uso do veículo e irá realizar uma contribuição mensal às pesquisas desenvolvidas no âmbito do Programa de Mobilidade Elétrica da companhia.
Futuramente, os usuários do Sistema Anhanguera-Bandeirantes também poderão contar com eletroposto na Rodovia dos Bandeirantes, no Posto Graal do km 56.
Esse é o quarto acordo de uso dos veículos elétricos firmado pela CPFL Energia no âmbito do Programa de Mobilidade Elétrica. A empresa já possui parcerias similares com a 3M e com a Natura, que utilizam o Renault Kangoo em suas frotas de transporte logístico; e com a Unicamp, que recebeu um Renault Fluence no final de 2015 para uso da Reitoria. “Na parceria com a 3M e a Natura, testamos o comportamento do veículo no transporte de cargas em rodovias”, explica o executivo da CPFL.
P&D em mobilidade elétrica
O Programa de Mobilidade Elétrica estuda os impactos da utilização dos veículos elétricos financiado com recursos do programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A pesquisa, iniciada em 2013, receberá até R$ 21,2 milhões em investimentos até 2018, ano de sua conclusão.
Atualmente, o projeto encontra-se na sua segunda fase. A expectativa nesta etapa é ampliar a frota de veículos elétricos objetos de estudo de seis para até 27 carros e aumentar o número de eletropostos em operação de quatro para até 25, entre públicos, privados e semi-públicos – hoje, são sete eletropostos em funcionamento. Os pontos de recarregamento serão colocados em locais como shoppings centers, postos de serviços e na prefeitura.
Entre os temas que estão sendo estudados estão o impacto na rede elétrica e no planejamento da expansão do sistema, uso dos veículos elétricos como fonte de geração distribuída, os aprimoramentos regulatórios e legais, o ciclo de vida e reaproveitamento das baterias, estudo de tarifas e cobrança, a proposição de um modelo de negócios para a mobilidade elétrica no Brasil, além de outras questões relacionadas.
Na primeira fase da pesquisa, os dados levantados pelo projeto mostram que o valor do quilômetro rodado de um automóvel a combustão é de aproximadamente R$ 0,28, ao passo que esse custo no veículo elétrico é de R$ 0,10, quase um terço dos gastos com carro convencional.
Outra conclusão da primeira fase é de que a expansão dos veículos elétricos teria impacto pequeno na demanda por energia. As projeções iniciais da CPFL Energia apontam que o uso desta tecnologia ampliaria o consumo de energia entre 0,6% e 1,7% no Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2030, quando as previsões indicam que a frota de carros elétricos pode alcançar entre 5 milhões e 13,3 milhões de unidades.
O projeto conta, atualmente, com a parceria institucional do CPqD, da Unicamp, da Daimon, da portuguesa CEiiA, da Renault, da Natura, da 3M, da BYD, da ABB, da Rede Graal e do Instituto CCR.

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