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#CPBR12: conheça o Decred, criptomoeda descentralizada que promete ser mais segura do que o Bitcoin

Quando se fala em criptomoedas, o primeiro nome que vem à mente é o do Bitcoin. Contudo, até nesse mercado as coisas evoluem, e um novo tipo de economia virtual está dominando o espaço: a Decred (DCR), que foi tema da palestra no principal palco da Campus Party Brasil, na noite desta quarta-feira (13/2).

O debate foi conduzido por Jake Yocom-Piatt, líder do projeto Decred, que destacou como a nova criptomoeda é mais segura, funcional e acessível do que o Bitcoin tradicional. Também reforçou que o Decred é mais suscetível às mudanças baseadas em regras de consenso, que por sua vez são construídas a partir de Blockchain – redes nas quais acontecem todas as transações e que registram toda a atividade que acontece quando DCRs são transferidos.

O que é Decred?

Assim como o Bitcoin, o DCR é uma criptomoeda descentralizada criada a partir de uma plataforma de código aberto e progressivo, e integrada em uma rede blockchain. Só que, ao contrário de seu “irmão mais velho”, o Decred, que teve origem em 2016, não quer centralizar o fluxo de transações em um único grupo que controla a rede como um todo. Em vez disso, a ideia é dar poder aos próprios usuários para realizarem ações individualmente.
Por conta dessa flexibilidade, os utilizadores não precisam depender de terceiros para depositar, transferir ou receber valores na carteira digital. Mesmo assim, os usuários ainda podem recorrer dessa alternativa, já que a comunidade do Decred oferece tal possibilidade. Tudo de um jeito personalizado, de acordo com as preferências de cada um.

E como funciona?

O DCR tem sua arquitetura construída em um sistema híbrido chamado Proof of Activity (PoA, ou Prova de Atividade, na tradução livre). É a combinação de outros dois mecanismos: Proof of Work (PoW) e Proof of Stake (PoS). O primeiro, Prova de Trabalho, é mais difícil para ser produzido. Porém, é mais fácil de ser verificado e atender aos principais requisitos da criptomoeda. Ele também exige várias tentativas de erro até que uma prova válida seja gerada. O protocolo também é usado para evitar ataques do tipo DDoS e Spam.

Enquanto isso, o PoS (ou Prova de Participação) permite que cada usuário compre blocos no sistema para ganhar mais moedas, e com isso provar que tem acesso a uma certa quantidade de moedas antes de um bloco ser aceito pela rede. Quanto mais moedas ele tiver, mais moedas serão obtidas. Nessa situação, é aconselhável o uso de um hardware para conseguir mais moedas -, e os participantes em destaque na comunidade ainda podem votar sobre mudanças sugeridas na rede Decred.

Ao mesclar essas duas vertentes no PoA, o Decred consegue construir redes diferentes e personalizadas para cada usuário, tornando-se uma solução híbrida e descentralizada. Utiliza algoritmos de consenso para garantir que todas as transações ocorridas na rede blockchain são genuínas, além de se basear no consenso da comunidade sobre o quão precisas são essas transações.

É seguro?

Segundo Jake, o mecanismo híbrido PoA do Decred garante redução de 51% nos ataques à plataforma, principalmente os do tipo DDoS (ataque de negação de serviço). A transferência de valores pode ser feita usando os principais softwares de mineração, porém o DCR conta com um programa próprio: o Decredition, que oferece mais segurança aos sistemas compatíveis (Windows, MacOS e Linux).

Para Jake, só o fato de os próprios usuários terem a possibilidade de conduzirem suas transações já é um fator de segurança adicional, em comparação ao Bitcoin, que tem criado uma hegemonia em grupos seletos de mineração. “Quem está no controle são os titulares das carteiras, e não mineradores ou desenvolvedores”, disse. Ele também afirmou que a melhor maneira de se defender de possíveis ameaças é sempre utilizar um hardware físico próprio, sem depender de periféricos de terceiros.

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