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Copel investe R$ 80 milhões em atualização de TI

Há cerca de dois anos, um novo diretor ingressou na parte administrativa da Copel (Companhia Paranaense de Energia) e perguntou onde estava o ERP. “Falamos que não tínhamos. Ele ficou espantado com o fato de uma empresa do nosso porte não ter esse tipo de ferramenta”, recorda Elon Carlo Valério, coordenador de TI da empresa que, naquele momento, começou a estudar a viabilidade de adoção de um software de gestão empresarial. O projeto veio como estopim para revolução tecnológica que consumiu recursos de R$ 80 milhões e envolveu também banco de dados, storage, servidores, serviços e suporte de três anos.

A iniciativa contemplou substituição de legados que emperravam a evolução do negócio da companhia. “A maior parte dos sistemas substituídos tem mais de 20 anos e grande parte está no mainframe. São tecnologias antigas, com tendência a obsolescência”, comenta. Os equipamentos usados geravam demora no atendimento de obrigações setoriais, por exemplo. “Tinham coisas que precisávamos implantar com urgência devido à legislação, muito atuante no setor elétrico. Mas não conseguíamos fazer isso no prazo por limitações tecnológicas.”

O coordenador ilustra que alterar uma parte do sistema exigia que um monte de coisas paralelas fosse mexido também. “O ambiente estava degradado. A velocidade de negócio era outra”, diz. A plataforma não tinha mais estrutura para comportar o crescimento da Copel, que começou a buscar alternativas. Anos antes, em 2006, a companhia chegou a iniciar um projeto para tentar desenvolver novos sistemas internamente. Isso não teve muito êxito. “Refazer a solução inteira demanda um esforço que não tínhamos”, revela. A resposta viria de tecnologia de mercado.

De acordo com Valério, estabelecida a busca de soluções de provedores, a empresa abriu licitação em dois lotes: um para o projeto de billing (sistema de cobrança) e outro para o de ERP. Segundo o coordenador, o vencedor do primeiro foi um consórcio formado por Elucid, Objective e Ação Informática. O segundo pool era formado por SAP, Sonda, CSC e Ingram Micro, cada um com sua especialidade. As duas frentes tiveram ainda participação da IBM.

A reformulação envolve 210 profissionais “full time”. Desse total, aproximadamente 100 são da Copel. “Alugamos um prédio para acomodar essas pessoas”, comenta. Segundo o coordenador, as duas frentes do projeto devem estar concluídas em 3 de janeiro de 2011. A estimativa é que 2,1 mil, dos 8,5 mil funcionários da Copel, serão treinados no ERP e cerca de 4,3 mil no CIS.

O executivo menciona que não há um calculo de retorno financeiro. “Adquirimos coisas bem mais modernas. Ficaremos mais tranquilos para atender as partes legais da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)”, julga. A transformação permitirá ajustar os esforços de TI para atender mais solicitações de negócio uma vez que processos serão otimizados e garantirão uma visão mais ampla com cadeia de produção e distribuição de eletricidade da paranaense.

“Do ponto de vista da empresa, o fechamento contábil – que hoje ocorre no 15 dia – deve sair lá pelo dia 3 de cada mês. Conseguiremos, também, mais precisão nas informações. Além disso, o tempo de atendimento aos clientes deve diminuir em 10%”, estima, prevendo maior precisão na parte de cobrança. O projeto também foi desenvolvido já prevendo um crescimento de 50% na infraestrutura de TI ao longo dos cinco anos de ciclo de vida do contrato.        

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