Ele não era nada santo. Costumava ser evitado nos elevadores por funcionários que o amavam e o odiavam, com a mesma intensidade. Tirava a placa do carro para não ser multado, estacionava em vagas exclusivas para deficientes, embora não tivesse deficiência alguma, explodia à toa e era de um perfeccionismo que flertava com a insanidade. Estamos falando de um ser terrível, certo? Seria, caso esta pessoa não fosse Steve Jobs. Metamorfose ambulante, passou os últimos anos se dedicando a melhorar como pessoa e a mudar o mundo. A conquista do primeiro objetivo é incerta (ele era muito discreto), mas o segundo, certamente, ele atingiu. Steve Jobs mudou o mundo do qual se despediu esta semana.
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