Quando chegou ao Brasil, há 18 anos, Paulo Xu ainda se chamava Xu Wei. O chinês foi trabalhar com alimentos, roupas, até que conseguiu abrir sua empresa. Hoje a DL Eletrônicos, com sede no sul do estado de Minas Gerais desde 2004, é uma empresa com capacidade produtiva para seis mil peças por dia e traz ao mercado brasileiro tablets, equipamentos de som automotivo e acessórios, com o clássico approach chinês de baixo custo.
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A companhia apresentou na última terça-feira (03/07), durante a Eletrolar, o que pode ser considerado o primeiro tablet 3D do mercado produzido no País. O 3D Vision vem com a versão 4.0 do Android Ice Cream Sandwich, tem 1GB de RAM e 8GB de armazenamento, câmera frontal e traseira e uma tela capacitiva de 8 polegadas. O efeito 3D, como o que é usado em alguns videogames, não é preso ao uso de óculos. Por outro lado é necessário que o equipamento esteja a uma distância mínima de 40 centímetros do usuário e os olhos demoram um pouco para se acostumarem.
O efeito é bastante convincente, apesar de perder um pouco a eficiência com a mudança de angulação da tela. O equipamento chega ao mercado em agosto e o preço sugerido é de R$ 1.299.
Mercado
Além da novidade do tablet 3D, a empresa investe bastante para atender demandas do mercado de educação, que têm chegado aos montes, segundo Xu, que é proprietário e diretor Industrial da DL. O foco de baixo custo coloca a empresa na mira dos consumidores de classe C, D e E, o que rendeu em 2011 uma saída de mais de 195 mil peças. A expectativa para 2012 é de um número quatro vezes maior.
?O maior crescimento que temos percebido é o do público de classe D?, afirma Xu. ?cerca de 80% das nossas vendas são de equipamentos com preço entre R$ 399 e R$ 599.?
Apesar do volume expressivo de vendas, o negócio ainda é um investimento, segundo o executivo. A empresa pleiteou a entrada no PPB (Processo Produtivo Básico), que garante isenções fiscais para produção de equipamentos com um mínimo de peças nacionais, mas a autorização já fez aniversário: está há 13 meses na fila, segundo Xu.
?É um trâmite que tem que durar 120 dias, por lei?, afirma o executivo. ?Mas se passar disso, o que pode ser feito além de esperar? Produzir sem PPB não é viável, mas como ele pode sair a qualquer momento, é preferível estar no mercado e não perder esta oportunidade.?
A empresa já pensa adiante e planeja trazer um produto inédito no mercado. Anúncio feito obviamente cheio de mistérios. Mas o que pode ser revelado é que será um equipamento destinado a produção de conteúdo voltado para o mercado educacional.
Configuração do 3D Vision
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