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Conheça o BBX, nova plataforma da RIM

O co-CEO da Research In Motion, Mike Laziridis, durante a abertura da BlackBerry Developer Conference em São Francisco, na terça-feira (18/10), mais uma vez se desculpou pela queda de serviço de três dias da empresa – segundo ele, a companhia ainda busca a causa para o ocorrido. Depois mudou de assunto e apresentou aos presentes a nova plataforma da empresa, chamada de BBX.

Em outras palavras, a RIM está determinada a não deixar as notícias negativas sabotarem o que ela se esforçou tanto para alcançar: construir uma melhor relação com os desenvolvedores, fornecer a eles melhores ferramentas e tornar o processo de construção e apps para o BlackBerry mais fácil.

Pois bem. Eis o que temos:

  • O BBX é um ambiente compatível ao POSIX, o que significa que suporta uma variedade de libraries, incluindo C++, e a empresa está empenhada em trabalhar com praticamente qualquer desenvolvimento de library, possivelmente trabalhando-as dentro do BBX se houver suporte suficiente.
  • O sistema operacional inclui o Cascades, uma plataforma nativa do The Astonishing Tribe (TAT), que a empresa adquiriu no ano passado. Esse framework, afirmou a RIM, facilita que os desenvolvedores executem grandes efeitos, mas usando pouco código – basta definir as propriedades e configurar a forma que a interface de usuário deve se comportar.
  • A RIM agrega uma série de esforços em busca de desenvolvedores. Normalmente este é o típico empenho que não tem muitos resultados, mas Alec Saunders, vice-presidente do Developer Relations e Ecosystem, alcançou efeito positivo ao reconhecer membros da comunidade que sejam membros de fóruns mais ativos, até mesmo separando os que postam com mais frequência no fórum AIR.

Como parte desse esforço Jam, a RIM iniciou a BlackBerry Jam Zone, um site que ajuda os desenvolvedores a escolherem rapidamente como desejam desenvolver um aplicativo e depois ter acesso por meio de microsites a todas as ferramentas necessárias. A partir desses microsites, é possível baixar o SDK (native, AIR, ferramentas para converter apps Android) necessário sem registro, uma grande mudança das práticas da empresa. Os desenvolvedores só precisam se registrar para encaminhar um app para o App World. Esse aspecto da sessão foi o que arrancou mais aplausos da audiência.

A RIM parece ter entendido que para que os usuários parem de abandonar os smartphones BlackBerry é necessário que haja ótimos aplicativos. E em contrapartida, os desenvolvedores precisam saber que há vários usuários. E para existirem ótimos aplicativos, as ferramentas e os processos precisam ser melhores, mas fáceis e mais generalizados.

A empresa já dá suporte a aplicativos HTML5 e, agora, com ainda mais acesso às funções dos dispositivos também inclui capacidade WebGK, demostrando que o mecanismo de gráficos 3D é parte do kit de desenvolvimento WebWorks. Ela também dá suporte a apps AIR e Android executados em mecanismos virtuais na plataforma BlackBerry. Laziridis afirmou que o objetivo é fazer com que as aplicações HTML5 sejam como as nativas. Ele claramente acredita que a empresa atingiu seu objetivo, pelo menos com os aplicativos demonstrados na conferência.

A empresa também afirmou que, embora tenha 200 apps conectados da BBM, estes aplicativos agora geram 10% de receita. Também apresentou várias formas para que os desenvolvedores ganhem dinheiro como a Directly (Cartão de Crédito, PayPal, Cobrança de Operadoras), compras in-app e assinaturas – claramente um golpe na visão estreita de monetização da Apple.

Trabalho e diversão

A RIM também fez um anúncio significativo. Alan Panezic, vice-presidente de Gerenciamento de Produto e Marketing, subiu ao palco para falar sobre o Balance, um produto existente na linha do BlackBerry, que ajuda a TI e usuários  finais a separarem as atividades da empresa com as atividades do consumidor. Panezic afirmou que no BBX, o Balance irá diretamente dentro do app, sem nenhum trabalho para os desenvolvedores. Essencialmente, qualquer aplicativo que seja designado como “trabalho” exigirá uma senha para login. Dessa forma, os usuários não precisam se conectar em uma base de sistema, a não ser que estejam fazendo um serviço corporativo.

Estes aplicativos serão supridos dessa maneira pela TI a partir do BlackBerry Enterprise Server (BES) – isso mesmo, o PlayBook não se comunicará diretamente com o BES, permitindo o mesmo controle para a TI que os smartphones BlackBerry oferecem. A TI pode agora suprir apps de forma seletiva e no PlayBooks, os usuários terão uma área de navegação chamada “trabalho”.

E mais, haverá uma área “trabalho” no App World, onde as empresas podem colocar seus aplicativos desenvolvidos internamente.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

 

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