De cada 200 mil ideias enviadas pela comunidade de desenvolvedores para a criação de APIs, apenas uma vira um projeto. O cenário é verificado na Nokia Siemens, conforme relatos apresentados nesta semana durante a Futurecom 2011.
Conforme discussão, operadoras de telecomunicações têm uma oportunidade nas mãos. Para o desenvolvimento de seus negócios, contam com redes parrudas e investem nas mais diversas funcionalidades – essenciais, mas subaproveitadas, que poderiam ser utilizadas por comunidades de desenvolvedores para criação e testes de aplicativos para enriquecer as ofertas dirigidas a clientes.
Para Caio Bottiglieri, gerente de desenvolvimento de Negócios-Inovação da Nokia Siemens Network, Google e Apple são exemplos de empresas que criaram serviços adicionais otimizando funcionalidades subutilizadas. “As operadoras podem usar melhor funcionalidades de rede como localização, perfil, billing, messaging e voz, contatos e histórico, análise de perfil e QoS”, exemplifica. Ele cita aplicação que já é usada pela Starbucks. “Graças à funcionalidade de rede é possível extrair o log do usuário. Quando ele para na loja recebe uma promoção.”
Mas existem algumas dificuldades para uma operadora atuar sozinha uma comunidade, criar APIs e atrair desenvolvedores. Uma delas é o ritmo, já que a inovação exige uma rapidez mais viável em pequenas start ups de desenvolvimento do que em gigantes de telecom. Outra é a intensidade e a capacidade de administrar uma massa nem sempre proveitosa: situação que fica clara com o cenário descrito no primeiro parágrafo deste texto.
Segundo ele, a incubadora da Nokia Siemens mostra que de cada 200 mil ideias, em média, apenas uma dá resultados. “Quem tem aderência sobrevive. O resto é desativado”, diz.
Linguagem e processos, como faturamento e forma de criação de contrato, também representam barreiras a serem transpostas. Esse ecossistema é regido pela atividade virtual e por sistemas automatizados. “O desenvolvedor tem de poder entrar em uma página e criar o serviço sem ter de marcar reunião”, resume Bottiglieri.
A Nokia Siemens criou uma solução para ajudar as operadoras neste sentido que soma tecnologia cloud e processos para mediar o relacionamento com os desenvolvedores. “Falamos a língua deles, cuidados da transferência financeira, damos suporte. Mas também falamos a língua da operadora, com nuances como controle e integração de redes”, descreve.
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