Computação cognitiva: transformando as operações de TI

À medida que a tecnologia e a performance de aplicações se tornam necessárias para o sucesso dos negócios, as empresas precisam buscar saídas para driblar os entraves impostos pela complexidade de TI. Embora ainda pouco adotada, a computação cognitiva é um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de compreender e interpretar grande volume de dados a partir de linguagem natural, imagens, textos e de outros dados, estruturados e não estruturados. Em outras palavras, reduz esforços, reage rapidamente aos problemas, previne falhas e provém o impacto nos negócios.

Pesquisa realizada pela consultoria Deloitte sobre os benefícios da computação cognitiva no ambiente corporativo indica que 28% dos 2,3 mil profissionais entrevistados consideram que a tecnologia auxilia na inovação de produtos e serviços, e 23% afirmam que programas são fundamentais para analisar informações, melhorar a operação e otimizar a estratégia de projeto.

Com o apoio de tecnologias para monitorar aplicações em tempo integral e de maneira completa, a computação cognitiva é uma novidade eficaz que pode ser aplicada em diversas áreas, incluindo medicina, finanças, engenharia, atendimento a clientes, entre outras.

De acordo com a Forrester Research, a tecnologia possui quatro principais objetivos: redução do esforço das aplicações base de performance; reagir rapidamente para resolver problemas; antecipar falhas antes de impactar os usuários; e analisar o real impacto que os problemas surgidos podem ter para os negócios e para a imagem ou receita da empresa.

Por ser capaz de aprender, raciocinar e interagir de forma natural e personalizada, a computação cognitiva é tendência em todos os mercados e tem alto potencial de mudar o modo como as pessoas vivem, trabalham e interagem. Estudo de mercado sobre essa tecnologia, produzido pela IDC, prevê crescimento nas receitas mundiais de US$ 8 bilhões em 2016 para US$ 47 bilhões em 2020, taxa de crescimento de 55,1%.

Diante desse cenário, pode-se dizer que a experiência digital ganhará cada vez mais peso em todas as indústrias, motivando as empresas a estabelecer novos critérios de avaliação de performance adequados à computação cognitiva e incluindo outras tecnologias relacionadas a serviços digitais, como Computação em Nuvem e os aplicativos móveis.

Tecnologias derivadas da inteligência artificial serão as mais inovadoras nos próximos dez anos. E podemos considerar isso por conta do imenso poder computacional e da alta disponibilidade de dados, visto como quase infinitos. Empresas que buscam crescimento e amadurecimento de mercado precisam investir nessas tecnologias como aposta assertiva para o futuro, já que, em breve, tudo se baseará na AI e tecnologias derivadas, como deep learning, deep reinforcement learning, machine learning, drones, robôs inteligentes e ambientes de trabalho inteligentes.

As companhias mais visionárias já estão percebendo a grande vantagem de inserir os negócios na era digital para gerar resultados extremamente positivos no presente e futuro. No caso da computação cognitiva, as empresas que souberem aproveitar ao máximo seus benefícios terão ganhos imensuráveis e sairão na frente de seus concorrentes.

Em poucos anos, os executivos de TI conseguirão se dedicar aos negócios inteiramente de maneira estratégica, pois as atividades rotineiras e operacionais estarão sob responsabilidade de robôs. Engana-se quem acha que irá faltar empregos, a Inteligência Artificial será responsável por criar mais de dois milhões de empregos até 2025, segundo o Gartner. Resta saber quais serão as empresas mais ágeis nessa nova corrida digital.

*Letícia Missali é head de Marketing da Dynatrace América Latina

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