O valor de R$ 9,9 bi é 32% maior que o movimentado no ano passado (R$ 7,5 bi) e correspondente a 3,43% do varejo total no País – dados estimados a partir do índice-base do IBGE.
Na análise dos institutos que divulgaram o resultado, o comércio eletrônico teve um aumento constante e acelerado nos últimos três anos. Após ter crescido mais de 35% em média, desde 2003, a prática de compras online vem, cada vez mais, se afirmando nos costumes dos usuários brasileiros.
Para Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting Corp e VP de Estratégia, Métricas e Conhecimento da Camara-e.net, a dificuldade de acesso ao crédito ao consumidor, a ainda forte desconfiança de boa parte dos usuários com relação à segurança do processo e dos meios de pagamento online, as dificuldades operacionais e de atendimento das lojas no começo de suas operações, dentre outras, ainda afetam um crescimento mais expansivo desse relativamente novo canal de venda.
Manuel Matos, presidente da Camara-e.net, completa que isto é o reflexo da falta de confiança entre as duas partes que realizam o comércio: o lojista e o consumidor. De acordo com ele, se cada ponta estivesse munida devidamente com um documento que atesta a idoneidade da parte, como o e-CPF e e-CNPJ, esta questão seria rapidamente resolvida.
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