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Compra da GVT pela Telefônica pode acirrar competição no setor

A compra da GVT pela Telefônica, caso a transação de confirme, contribuirá para aumentar a competitividade no mercado brasileiro de telecomunicações , apontam especialistas do setor de telecomunicações.

Nesta terça-feira (7/10), a Telesp, subsidiária do Grupo Telefônica, comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à BM&F/Bovespa a oferta de 6,5 bilhões de reais pela compra da operadora GVT, valor equivalente a 48 reais por ação.

“Veríamos um importante fortalecimento da posição da Telefônica no País”, afirma o ex-ministro das Comunicações e atual sócio da Orion Consultores Associados, Juarez Quadros. “A Telefônica estaria comprando uma empresa moderna, valorizada e que permitirá a expansão de sua atuação para fora de São Paulo.”

Cobiçada

A GVT opera no mercado de telefonia fixa e banda larga nas regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. Há menos de um mês, a operadora também recebeu uma oferta de compra do grupo francês de telecomunicações Vivendi, no valor de 5,4 bilhões de reais.

Quadros atribuiu o interesse pela GVT ao fato de a companhia ser moderna, não ter o legado das concessionárias em sua rede e ter tecnologia própria e arrojada. “A rede da GVT permite oferecer serviço com maior qualidade, como banda larga de velocidades mais altas. É uma empresa que vale a quantia pela qual está sendo oferecida”, declarou.

Para o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, independentemente da possibilidade de o negócio se concretizar, o resultado já será positivo para o País. “Em qualquer uma das situações, teremos uma competição fortalecida no mercado de telecomunicações”, afirmou.

Opção natural

Tude afirma que a Telefônica sempre foi uma opção natural  como possível compradora da GVT. “Adquirir essa empresa é a forma de a Telefônica expandir operação para outros Estados. Ela sempre foi a favorita para comprar a GVT. Mas,  com a movimentação feita pela Vivendi, ela teve de se apressar para fazer a compra e ainda evitar que outra empresa ingresse no mercado brasileiro”, declarou.

Para o especialista, não existe qualquer motivo para que os órgãos reguladores brasileiros impeçam a transação, uma vez que a Telefônica estaria comprando uma operadora fora de sua área de atuação.

“Outro ponto positivo seria o aumento da competição da Telefônica com a Oi/Brasil Telecom. A disputa passaria a ser mais abrangente do que é hoje”, afirmou.

Quadros acredita que um “leilão” pela GVT seria ainda mais interessante. “Embora seja benéfico o fortalecimento da Telefônica, a entrada de um quarto grupo forte de telecomunicações no Brasil também seria muito bom”. Para ele, a Vivendi tem condições de cobrir a oferta da Telefônica. Resta saber qual o interesse do grupo francês em elevar sua proposta.

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