A oferta de compra da GVT pela Telefônica – cerca de um mês
depois de a francesa de telecomunicações e entretenimento Vivendi
anunciar intenção de adquirir até 100% do capital da brasileira GVT – é vista
como estratégica pelas corretoras Ativa e Brascan. Para a Ativa, a aquisição faz bastante sentido, pois
complementa sua presença regional, uma vez que a GVT não atua em SP, assim como
evita a entrada de um concorrente relevante em seu mercado de atuação. “Vale
mencionar que estava nos planos da GVT entrar no mercado de São Paulo a partir de 2010, o que
poderia impactar negativamente os resultados da incumbent”, destacou a Brascan.
A GVT
complementaria o portfólio da Telefonica. A GVT, salientou a Bracan em comunicado para o mercado, vem
apresentando uma estratégia agressiva e bem-sucedida de crescimento, com aquisição
de clientes nas novas cidades em que iniciou recentemente operação, e isto poderia
ampliar de maneira mais rápida a área de atuação da Telefônica para fora do
Estado de São Paulo.
Já a Ativa, também via comunicado, afirmou que,
se por um lado a Telesp adquire um potencial concorrente e um ativo
estratégico, por outro lado, ela deixa de ser um player de dividendos. A corretora
acredita que os acionistas da GVT vão aceitar a oferta da Telesp. E a Brascan considera
pouco provável que a Anatel não aprove a aquisição.
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