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Companhia de pesquisas via web, SurveyMonkey chega ao Brasil

A SurveyMonkey, companhia do setor de questionários via web, anunciou seu desembarque no Brasil. Considerado mercado estratégico para a empresa, o País será o primeiro a ter um executivo só para desenvolver os negócios locais. O cargo é de Rodolfo Ohl, ex-diretor de vendas da Monster Brasil.

Para comunicar a chegada ao mercado, o CEO mundial da empresa, David Goldberg, veio ao País. “Ao lado de Alemanha e Japão, o Brasil é nossa aposta para expansão”, disse ao IDG Now!.

No mundo, a SurveyMonkey tem 10 milhões de clientes, que geram cerca de 40 milhões de questionários mensalmente, em 55 línguas.

O modelo de negócios da empresa é o chamado “freemium”. Questionários de menor complexidade podem ser gerados gratuitamente, no plano “Basic”, usado por quase metade dos clientes. Modelos mais elaborados exigem contratação de planos profissionais – Plus, Gold e Platinum, com preços começando em 400 reais ao ano, ou 50 reais ao mês.

A Survey fornece recursos para facilitar a criação do questionário, coleta e análise dos dados, modelos elaborados por especialistas e envio por e-mail ou pelo app no Facebook. A análise das repostas cabe ao usuário, no entanto.

Sem concorrência
Para Goldberg, o negócio da Survey não é ameaçado nem de perto pelos questionários dentro do Facebook ou mesmo pela recente iniciativa da Google. “São coisas muito mais simples, com apenas poucas questões”, rebate.

Isso, somado ao fato de praticamente não haver concorrência no País, motivam o CEO. “A meta é que o Brasil seja um dos cinco maiores mercados para nós até 2015, ou mesmo antes”, diz.

O público-alvo da SurveyMonkey são as empresas – grandes departamentos de RH, por exemplo, que conduzem pesquisas internas -, ONGs, governos e estudantes universitários. “Facilitamos imensamente pesquisas acadêmicas”, argumenta. “Além disso, nem sempre os RHs têm dinheiro para contratar empresas de pesquisas”, aponta.

No Brasil, os serviços da empresa são usados por companhias como a Netshoes. O processo de “tropicalização” envolveu a tradução de todas as ferramentas e o aprendizado com conceitos únicos como o boleto bancário. “Nosso desafio agora é tornar a marca conhecida no país”, diz Ohl.

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