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Como MCTIC e BNDES estão trabalhando para fomentar IoT no Brasil

A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) é tecnologia que está sendo explorada por muitas empresas. De acordo com estimativas da IDC, o mercado para essa tecnologia deve movimentar cerca de US$ 4,1 bilhões no Brasil ainda este ano.

Apesar de apresentar grandes possibilidades de ruptura, ainda há um cenário obscuro a ser enfrentado no âmbito de políticas que fomentem a evolução dessa tecnologia. Ações e estímulos para o fomento da internet das coisas no País estão surgindo não apenas por parte das empresas, mas também está florescendo no governo.

Dentro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) surgiu a Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina e Internet das Coisas ou apenas Câmara IoT, que visa exatamente levantar planos que possam colaborar com a padronização pública da tecnologia. Os trabalhos ocorrem desde 2014, quando foi criada, formada por representantes do governo (MCTIC e MDIC), da Anatel, e de instituições de pesquisa e iniciativa privada.

Para Thales Vieira Netto, gerente de projetos do MCTIC e também responsável pela condução de trabalhos da Câmara IoT, afirma que o desafio é exatamente o de discutir ações para um ambiente que ainda não existe, de fato, mas é trabalho que precisa ser realizado. “A internet das coisas é como um rolo compressor. Ela vai acontecer querendo ou não”, afirmou o executivo durante painel sobre políticas públicas para IoT, apresentado durante o Fórum Brasileiro de Internet das Coisas, que aconteceu entre os dias 1 e 2 de agosto, em São Paulo. Ele ressaltou que é papel do governo “tentar cortar caminhos [com políticas públicas] e potencializar a tecnologia no curto prazo no País.

Na instituição, foi estabelecido o Plano Nacional de IoT que trabalha basicamente em cima de quatro eixos: Coordenação, que engloba questões com foco político e visa envolver administrações públicas para definir ações governamentais; Promoção, para impulsionar ações que possam estimular a discussão de IoT e gerar negócios; Capacitação, para incentivar e colocar na educação de todos os níveis o ensino de tecnologia “para que crianças possam enxergar oportunidades nessa área que é o emprego do futuro”, como definiu Vieira; e, por fim, Operacionalização que, junto a órgãos competentes, prevê viabilizar as novas tecnologias de comunicação, como 5G.

Vieira lembra que a proposta ainda será debatida na Câmara e depois vai à consulta pública, para avaliação da sociedade. Rede de Referência para tentar coordenar as verticais.

O BNDES também está com uma proposta de estudo técnico que tem como principal objetivo propor um plano de ação para os próximos cinco anos, que trabalha em sob a ótica de duas frentes: desenvolvimento de modelos negócios e impacto socioambiental. O objetivo é balancear esses dois pontos e o estudo vai dar respaldo ao Plano Nacional de IoT apresentado por Vieira.

Ricardo Rivera, gerente do Departamento de Indústrias de TIC do BNDES, afirma que o estudo será desenvolvido ao longo de nove meses e não tem objetivo de se debruçar em oportunidades específicas da tecnologia. “[O trabalho visa] estabelecer um projeto de projeto, algo que ajude a estruturar a discussão de forma que iniciativas possam crescer”, conta. “A ideia é incentivar o setor privado a fornecer oportunidades para o País”, comenta, complementando que o plano também não terá verticais específicas como foco inicial.

“Agora o momento é oportuno, ainda estamos no início do hype cycle. É a hora de estudar e se aprofundar e o BNDES quer auxiliar na formatação do Plano Nacional de IoT”, encerra o executivo.

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