Como empresas de big data podem revolucionar o varejo físico

O mercado digital é um dos que mais crescem nos dias de hoje. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a estimativa para 2017 é de alta de 12% em relação ao ano anterior. Em grande parte, esse avanço ocorre devido à evolução tecnológica. É possível, por exemplo, analisar o perfil comportamental dos consumidores individualmente, auxiliando na personalização e na criação de estratégias visando o maior número de conversões.

No varejo físico, área que carece de inovações tecnológicas, definir um perfil e o comportamento dos consumidores não é tarefa fácil, uma vez que não há dados sendo armazenados para análise.

Atualmente, empresas inovadoras estão promovendo uma revolução no varejo físico ao lançar ferramentas de captação que coletam informações diversas, como quantia de visitantes em lojas físicas, por onde essas pessoas passam dentro dos estabelecimentos, quais são as áreas do comércio que mais atraem os consumidores e outros. Ao realizar essa análise em tempo real, os dados permitem que o gestor tome decisões estratégicas com base nos dados mostrados.

Outra área que é defasada no comércio físico é a atualização de preços. No eletrônico, o dinamismo é grande e a mudança de valores constante, dificultando o trabalho do gestor ao escolher a forma de trabalhar a margem. Dispositivos de big data podem auxiliar nesse tipo de tomada de decisão, uma vez que possibilitam a comparação direta dos valores da loja física com as virtuais, permitindo maior competitividade e, consequentemente, potencialização do lucro.

Para o comércio tradicional, que sempre teve dificuldade em acompanhar a evolução tecnológica, a oportunidade de atuar com soluções que fazem a análise dos dados significa maior integração entre o virtual e o físico. A ideia é auxiliar na disposição e no posicionamento dos produtos nos pontos de venda. Ao criar, analisar e armazenar as informações dos consumidores, soluções de big data permitem a personalização de ofertas, permitindo que o vendedor ofereça um produto ou serviço para determinado cliente com maior relevância, algo relativamente comum nos comércios virtuais, mas que agora pode chegar ao varejo tradicional.

Com essas inovações baseadas na coleta e análise de dados e na internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), a ampliação da receita e da margem no varejo será cada vez mais uma realidade.

*Leonardo Dias é CDO e cofundador da Semantix

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