Muito se fala em economia nos negócios, principalmente em épocas de crise no mercado. Mas independente do momento em que se vive, é necessário falarmos de investimentos. Os empreendedores sabem olhar apenas as contas como gastos e muitas vezes é preciso ter o olhar atento e treinado para saber diferenciar o que está agregando
ao seu negócio. Pense: o que está desgastando e o que está aumentando a sua produtividade?
De fato, nenhuma tecnologia deve ser encarada como um gasto, afinal, elas são necessárias para realizar melhorias nos serviços e produtos oferecidos, como o aumento da eficiência e da comunicação (integrada de um sistema), reduzindo erros e retrabalhos. Além disso, é possível personalizar e aprimorar cada vez mais o retorno para o cliente, ou seja, tornar a experiência do consumidor mais agradável e consequentemente, satisfatória. Basta dar uma olhada no perfil geral da população para perceber que estamos cercados de uma geração de millennials, 100% conectados e prontos para terem uma experiência positiva – ou negativa – com a sua plataforma.
Pegando como exemplo a cantina de uma escola, que na hora do recreio recebe a visita de diversos alunos ao mesmo tempo, a fila já é certa e alguns pedidos demandam mais tempo do que outros, os pais que ficam inseguros quanto ao dinheiro que devem dar e o que os filhos estão comprando com eles. É o mesmo cenário que enfrentamos diariamente em diversas outras situações. Não seriam bons investimentos uma tecnologia que acabasse com as filas? Que trouxesse o pedido correto? Que possibilitasse aos pais terem mais informações do que os filhos estão fazendo naquele momento? Se os pequenos problemas fossem resolvidos, como seria a satisfação do cliente? Ele não voltaria a consumir e a comprar com o mesmo fornecedor ou prestador de serviços? A lógica é simples.
Talvez a melhor coisa sobre investimento em tecnologia nas empresas seja a possibilidade de se obter uma vantagem competitiva e quanto mais cedo começar, melhor. Ela possibilita uma maior compreensão do seu mercado, conhecimento do perfil do seu cliente, organização minimizando erros, eficiência no serviço e como consequência,
o aumento da produtividade. Além de tudo isso, obviamente que as tecnologias trazem a redução de custos e deixamos para falar sobre este ponto propositalmente como o último da lista por uma questão simples: é preciso enxergar os benefícios antes de vir a conclusão.
É evidente que as tecnologias podem ser caras em um primeiro momento, mas a redução de custos só acontecerá a longo prazo, uma vez que vai aumentar a sua lucratividade e ao mesmo tempo diminuir a despesa operacional. Quando o país voltar a crescer, essas empresas ou startups que se mantiveram “conectadas”, serão as primeiras
a engatar a marcha do desenvolvimento e avançar para um futuro que se faz cada vez mais presente na vida das pessoas.
*Por Henrique Mendes, CEO da Nutrebem, uma fintech de conta digital para cantinas escolares
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