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Comércio eletrônico brasileiro crescerá 8% em 2016

Apesar do cenário econômico desfavorável em 2015 o e-commerce brasileiro registrou crescimento nominal de 15% no faturamento, movimentando R$ 41,3 bilhões. A previsão é de que, até o final do ano, o setor em solo nacional fature R$ 44,6 bilhões, salto de 8% em relação ao período anterior. Os dados são de pesquisa realizada pela E-bit/Buscapé, unidade especializada em informações de comércio eletrônico do Buscapé Company.
Segundo o levantamento, entre os pontos fortes do setor em 2015 estão o crescimento expressivo das vendas feitas por dispositivos móveis, que passaram a representar 12% do faturamento, na média do ano, e 14,3%, em dezembro. O número de consumidores que realizaram pelo menos uma compra via web chegou a 39,1 milhões, volume 3% maior, se comparado a 2014. A quantidade de pedidos cresceu 3%, atingindo 106,2 milhões.
Já o tíquete médio das compras ficou em R$ 388, valor 12% mais alto, se comparado ao ano anterior. Para 2016, estima-se que o tíquete médio das compras gire em torno de R$ 419, o que representa um crescimento de 8%, em relação ao ano passado.
Outro ponto de destaque em 2015 foi a elevação no Net Promoter Score (NPS), que mensura a satisfação e a fidelizacão dos clientes no comércio eletrônico. No segundo semestre, o índice apresentou melhor resultado desde 2013, com 65% de satisfação. Isso aconteceu em virtude da diminuição no atraso das entregas e da melhoria dos serviços prestados pelas lojas.  Mesmo a diminuição da oferta de frete grátis pelas lojas, durante o período, não interferiu nesse resultado. Em 2015, apenas 39% das compras (dezembro/2015) não tiveram cobrança de entrega.
On e off
O estudo revela que, no meio on-line, as categorias mais populares são “Viagens e Turismo”, “Eletrônicos” e “Assinatura de Revistas”. Isso acontece, diz o estudo, em virtude do alto valor agregado dos produtos, que faz com que os consumidores usem a internet como ferramenta de pesquisa e busca pelo melhor preço.
A preferência pelo varejo físico ocorre nas categorias “Petshop”, “Alimentos e Bebidas” e “Joalheria”, pelo fato de muitos produtos requererem a necessidade de visualização ou por causa da dificuldade na logística para produtos alimentícios perecíveis, por exemplo.
Entretanto, há categorias nas quais não há muita distinção entre canal digital ou tradicional É o caso de “Ingressos”, “Brinquedos e Games” e “Esporte e Lazer”, que já tem uma boa participação online, mas que, de acordo com os participantes da pesquisa, ainda carecem de investimentos com foco em melhorias, como redução dos prazos de entrega e maior facilidade para troca e devolução dos produtos.

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