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Com trimestre acima das expectativas, Tesla fecha 2019 com otimismo

A Tesla divulgou nesta quarta-feira (29) os resultados do último triste e final do ano fiscal de 2019, com um panorama bastante positivo. A companhia chegou a US$ 7,38 bilhões de receita e um preço por ação de US$ 2,14, valores acima dos esperados pelos analistas (receita de US$ 7 bilhões e preço por ação de US$ 1,72, respectivamente).  O lucro ficou em US$ 386 milhões. 

Os custos totalizam US$ 1 bilhão, menos de 1% quando comparado aos gastos do período anterior. Número positivo, se pensarmos que a companhia está realizando um bom controle de custos sem deixar de investir, como na construção da sua fábrica na China. 

Os problemas de produção enfrentados pela companhia especialmente em 2018, com meses de atraso para a entrega de veículos já adquiridos, parecem ter ficado para trás. No relatório financeiro, a Telas afirmou que a produção deve “ultrapassar confortavelmente as 500 mil unidades”. 

Abordando os resultados gerais de 2019, a montadora relatou perde de US$ 4,92 por ação e receita de US$ 24,6 bilhões. Cifras melhores do que as de 2019, quando a firma perdeu US$ 5,72 por ação e anunciou receita de US$ 21,5 bilhões. 

Estrada livre?

Apesar de já ter feito trimestres positivos, a companhia nunca conseguiu completar um ciclo de 12 meses no azul durante seus 17 anos de vida, mas a postura da empresa parece mais otimista neste ano. 

A companhia anunciou antes ter produzido 112 mil veículos neste último quarto, um recorde para a marca dentro deste período.  Para garantir que os carros elétricos tenham boas opções de postos de carga, aumentou em 10% o número de postos (chamados Supercharges), que agora somam 1,821. 

A fabricante também anunciou o início da montagem do seu novo SUV, Model Y, na fábrica localizada na Califórnia. O veículo também será produzido na futura planta que a marca planeja construir em Brandemburgo, na Alemanha, prevista para 2021. 

Porém, o ritmo de produção pode ser afetado por uma potencial expansão do coronavírus na China. Assim como a Apple, a Tesla também espera que parte significativa da sua receita venha do país, que vem fomentando a troca dos veículos movidos a combustíveis fósseis por opções elétricas. 

*Com informações da CNBC  

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