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Com R$ 4,1 bilhões, lucro líquido da Telefônica Brasil cresce 22,6% em 2016

A Telefônica Brasil divulgou na última terça-feira (21/02) o balanço financeiro e operacional do quarto trimestre de 2016, além dos resultados consolidados do último ano. O lucro líquido da companhia durante o ano cresceu 22,6% e chegou a R$ 4,1 bilhões. Já no último trimestre de 2016, o número foi de R$ 1,2 bilhão, montante 9% superior ao registrado no mesmo período em 2015.

O EBITDA recorrente (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou R$ 3,7 bilhões, avanço de 7,1% no comparativo anual, com margem de 33,8%, 1,9 ponto percentual maior no período. No ano de 2016, o EBITDA recorrente havia atingido R$ 13,7 bilhões, 7,3% superior ao apresentado em 2015, enquanto a margem recorrente alcançou índice de 32,1%.

Eduardo Navaro, presidente da Telefônica no Brasil, destacou medidas de eficiência de custos adotadas pela companhia, que, somadas à captura de sinergias oriundas da aquisição da GVT, trouxeram resultados positivos em meio a um cenário macroeconômico desafiador.

As iniciativas de eficiência citadas pelo executivo reduziram os custos operacionais recorrentes em 1,8% no quarto trimestre, em comparação a igual período de 2015, frente a uma inflação acumulada de 6,3% (IPCA).

A empresa informou também que investiu R$ 2,8 bilhões no País entre outubro e dezembro. No ano, o montante consolidado foi de R$ 8,0 bilhões (excluindo licenças), o equivalente a 18,8% da receita operacional líquida do período. A maior parte dos recursos foi direcionada à ampliação da cobertura 4G e de fibra ótica.

Planos para 2017
Durante apresentação nesta quarta-feira (22/02), Navarro destacou as quatro principais perspectivas financeiras para 2017.

A primeira delas é a estratégia focada em dados móveis e digitais, com o objetivo de atingir dois dígitos de crescimento. Outro foco é continuar o incremento do EBITDA por meio de eficiência e sinergias.

O executivo destacou também a otimização do Capex de R$ 24 bilhões de 2017 a 2019 e, por fim, atingir R$ 4,1 bilhões em remuneração com shareholders (aumento de 24% ao ano) a ser paga em agosto e dezembro de 2017 (baseados nos resultados de 2016).

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