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Com nuvem híbrida, CIO volta a ter relevância nas decisões de negócios

Cresce a adoção de computação em nuvem em todo o mundo. E nesse cenário, a cloud híbrida ganha destaque, tornando-se a opção preferida das empresas para obter mais agilidade e segurança. É o que aponta estudo global conduzido pela Vanson Bourne a pedido da fabricante EMC. Para chegar a essa conclusão, foram ouvidos mais de 10 mil profissionais C-level em 33 países, sendo cerca de cem deles no Brasil.

Com a ascensão da modalidade, o CIO brasileiro, segundo Welson Barbosa, diretor de cloud da EMC para a América Latina, volta a ter relevância nas escolhas de negócios. “No Brasil, há uma forte tendência de transformar a TI em um broker de serviço. Isso significa maior alinhamento entre TI e negócios”, comenta, completando que TI assumirá o papel de decidir qual carga de trabalho deve ir para que tipo de nuvem. “Dessa forma, TI volta a ser considerada na mesa de decisão.”

O executivo destaca que, em solo nacional, existe uma empolgação com relação à busca por cloud híbrida. “Na pesquisa, 85% das pessoas disseram acreditar que esse tipo de tecnologia contribuirá para garantir diferencial competitivo, contra 74% na média mundial”, diz.

Os olhares voltados para as nuvens já começam a refletir nos dados de adoção não só por aqui, mas em todo o mundo. A implementação de nuvens híbridas cresceu 9% desde 2013, com 27% de penetração no planeta, sendo a taxa mais alta na região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA) (28%), seguida da América Latina (24%) e Ásia-Pacífico e Japão (24%).  

De acordo com o levantamento, por enquanto não há uma forte migração para a nuvem de sistemas críticos. As aplicações que a maioria dos entrevistados não está disposto a colocar em nuvens públicas incluem planejamento financeiro (39%), gestão de capital humano (35%) e sistema integrado de gestão empresarial (ERP) (32%).

Sobre os benefícios do modelo, a pesquisa constatou que aproximadamente dois terços dos entrevistados globais (64%) disseram que as nuvens híbridas são necessárias graças à agilidade e à segurança que elas oferecem.

Apagão de talentos
Com o salto da adoção de cloud, cresce a preocupação por localizar talentos com as habilidades necessárias para atuar nesse universo. “O gargalo de capacitação foi identificado na pesquisa, mostrando que 36% dois entrevistados detectaram que não têm em suas empresas os conhecimentos necessários para tirar proveito da tendência”, afirma Barbosa. 

Por essa razão, 69% dos entrevistados indicam que vão investir forte em capacitação nos próximos um a dois anos com o objetivo de minimizar esse quadro.

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